Eu te ofereço
efêmero presente,
de baixo preço
e tão iminente.
Por não ter com o que,
colhi para você
e o meu porquê
é minha mercê.
Por viver de amor,
amor de amar,
elevo clamor
náufrago no mar.
Pois é mar de paixão
desejo de dar
o meu coração
no teu a quedar.
Pelo meu amor
não tenho riqueza,
só o temor
e minha pobreza.
E o meu coração,
padescente, enfermo,
que já sem razão
chega ao seu termo.