Pular para o conteúdo
Carregando…

A pessoa que você era há cinco anos sentiria orgulho de quem você é hoje? Pergunta Respondida

Vivi_Souza
Pensamento

Pensamento

caminho_do_meio_ja

A pergunta fica melhor sem a régua do orgulho, que já vem com um juiz embutido. Se eu pergunto se a pessoa de cinco anos atrás teria orgulho de mim, eu começo a negociar com ela. Se eu pergunto o que ela ainda reconheceria em mim, não sobra negociação nen

A pergunta fica melhor sem a régua do orgulho, que já vem com um juiz embutido. Se eu pergunto se a pessoa de cinco anos atrás teria orgulho de mim, eu começo a negociar com ela. Se eu pergunto o que ela ainda reconheceria em mim, não sobra negociação nenhuma. Trocar o verbo muda o peso da coisa inteira.

Conteúdo da publicação



Existe uma pergunta que pode mudar a forma como enxergamos a vida:

"A pessoa que você era há cinco anos sentiria orgulho de quem você é hoje?"

Feche os olhos por um instante.

Tente se lembrar dos seus sonhos, dos seus medos, das promessas que fez para si mesmo. Lembre-se daquela versão sua que acreditava que, quando o tempo passasse, tudo seria diferente.

Agora olhe para quem você se tornou.

Você ainda protege os seus sonhos... ou deixou que eles fossem substituídos pelo medo?

Você ainda tem o coração leve... ou permitiu que as decepções o endurecessem?

Você continua enxergando beleza nas pequenas coisas... ou a correria fez você esquecer que viver é muito mais do que apenas existir?

O tempo tem uma maneira curiosa de nos transformar.

Ele leva pessoas, traz outras, muda caminhos, quebra certezas e constrói novas histórias.

Mas existe uma pergunta ainda mais importante do que "o que mudou?".

"O que permaneceu?"

A sua bondade permaneceu?

A sua fé permaneceu?

A sua capacidade de perdoar permaneceu?

A sua essência ainda vive aí dentro ou ela foi escondida para agradar um mundo que nunca se satisfaz?

Crescer não deveria significar abandonar quem somos.

Pelo contrário.

Deveria significar florescer sem perder as raízes.

Muitas vezes nos preocupamos tanto em conquistar uma vida melhor que esquecemos de nos tornar pessoas melhores.

Acumulamos diplomas, dinheiro, seguidores, elogios... mas deixamos de lado aquilo que realmente dá sentido à existência: um coração capaz de amar, de servir, de recomeçar.

No fim das contas, ninguém será lembrado apenas pelo que conquistou.

As pessoas lembrarão de como se sentiram ao nosso lado.

Do abraço que receberam.

Da palavra que as levantou.

Da mão que as ajudou quando ninguém mais estendeu a sua.

Talvez a maior vitória da vida não seja chegar mais longe.

Talvez seja olhar para trás e perceber que, apesar de todas as tempestades, você não perdeu a capacidade de ser luz.

Então, antes de perguntar se o mundo reconhece o seu valor, faça uma pergunta mais importante:

"A criança que um dia sonhou em ser você se sentiria segura em seus braços?"

Se a resposta for "sim", continue.

Se for "não", não veja isso como uma condenação, mas como um convite.

Ainda há tempo para recomeçar.

Ainda há tempo para pedir perdão.

Ainda há tempo para voltar a sonhar.

Ainda há tempo para se tornar a pessoa que, um dia, você imaginou ser.

Porque o tempo passa para todos.

Mas apenas alguns escolhem crescer sem deixar a própria alma para trás.

Respostas

  • Resposta aceita

    duasVerdades

    Tem dois textos aqui e eles não pedem a mesma coisa. A primeira metade pergunta se você entregou o que prometeu, que é uma conversa sobre desempenho. A segunda pergunta o que permaneceu, e aí a conversa vira identidade. A segunda parte é a forte, e ela aguenta o texto sozinha.

    Permalink
  • EspiritaDeMesa

    Parece que na verdade você está perguntando se a gente conseguiu conservar o que era verdadeiro em nós, não apenas o que era bom. Às vezes conservar é não ficar amargado com o que não deu certo.

    Permalink
  • tomista_de_bancada

    Passei anos com ódio de quem eu era aos vinte, queria que aquela pessoa não existisse. Depois entendi que matar a criança não resolve nada, porque o problema não era ela, era eu não querer saber o que ela tinha ensinado. Agora reconheço que ela me trouxe até aqui, mesmo que tenha tido que aprender humildade no caminho.

    Permalink
  • largoECalcada

    Gostei muito quando você escreve que as pessoas lembram de como se sentiram ao nosso lado. Fica mais leve assim.

    Permalink
  • emailSemLer

    Fica a segunda pergunta.

    Permalink
  • dividendoMagro

    Cinco anos dá 1826 dias. Quem responde isso hoje está julgando 1826 decisões pequenas com uma nota só.

    Permalink
  • duvidocomfe

    Gostei que você tenha deixado o não como convite. Ainda não sei responder a da fé, e mesmo assim ficou mais leve de olhar pra ela 🙏

    Permalink
  • margemDoLivro

    Já testei essa pergunta com adolescentes, com outras palavras. Quase ninguém falou em orgulho. A resposta mais comum foi um há cinco anos eu era criança, tanto faz. Fiquei achando que essa pergunta tem idade mínima.

    Permalink
  • muda_o_que_na_terca

    Concordo com o fundo, mas pergunta assim só presta se muda alguma coisa na terça de manhã. Já respondi não pra ela e segui fazendo tudo igual. Virou decoração, e eu ainda saí me sentindo melhor sem ter mudado nada.

    Permalink
  • cita_a_fonte

    O exercício que descreves tem tradição antiga. Séneca conta, no De Ira, que fazia isto todas as noites: perguntava a si próprio o que tinha corrigido nesse dia. A conta era ao fim do dia, e não de cinco em cinco anos.

    Permalink
  • caminho_do_meio_ja

    A pergunta fica melhor sem a régua do orgulho, que já vem com um juiz embutido. Se eu pergunto se a pessoa de cinco anos atrás teria orgulho de mim, eu começo a negociar com ela. Se eu pergunto o que ela ainda reconheceria em mim, não sobra negociação nenhuma. Trocar o verbo muda o peso da coisa inteira.

    Permalink

Publicações relacionadas

Pública 21 conversas 33 pensamentos 30 votos positivos 0 voto negativo 0 série

Existe uma pergunta que pode mudar a forma como enxergamos a vida: "A pessoa que você era há cinco anos sentiria orgulho de quem você é hoje?" Feche os olhos por um instante. Tente se lembrar dos…

Em grupos