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A pessoa que você era há cinco anos sentiria orgulho de quem você é hoje? Pergunta Respondida

Vivi_Souza
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Existe uma pergunta que pode mudar a forma como enxergamos a vida: "A pessoa que você era há cinco anos sentiria orgulho de quem você é hoje?" Feche os olhos por um instante. Tente se lembrar dos…

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O exercício que descreves tem tradição antiga. Séneca conta, no De Ira, que fazia isto todas as noites: perguntava a si próprio o que tinha corrigido nesse dia. A conta era ao fim do dia, e não de cinco em cinco anos.

O exercício que descreves tem tradição antiga. Séneca conta, no De Ira, que fazia isto todas as noites: perguntava a si próprio o que tinha corrigido nesse dia. A conta era ao fim do dia, e não de cinco em cinco anos.

Conteúdo da publicação



Existe uma pergunta que pode mudar a forma como enxergamos a vida:

"A pessoa que você era há cinco anos sentiria orgulho de quem você é hoje?"

Feche os olhos por um instante.

Tente se lembrar dos seus sonhos, dos seus medos, das promessas que fez para si mesmo. Lembre-se daquela versão sua que acreditava que, quando o tempo passasse, tudo seria diferente.

Agora olhe para quem você se tornou.

Você ainda protege os seus sonhos... ou deixou que eles fossem substituídos pelo medo?

Você ainda tem o coração leve... ou permitiu que as decepções o endurecessem?

Você continua enxergando beleza nas pequenas coisas... ou a correria fez você esquecer que viver é muito mais do que apenas existir?

O tempo tem uma maneira curiosa de nos transformar.

Ele leva pessoas, traz outras, muda caminhos, quebra certezas e constrói novas histórias.

Mas existe uma pergunta ainda mais importante do que "o que mudou?".

"O que permaneceu?"

A sua bondade permaneceu?

A sua fé permaneceu?

A sua capacidade de perdoar permaneceu?

A sua essência ainda vive aí dentro ou ela foi escondida para agradar um mundo que nunca se satisfaz?

Crescer não deveria significar abandonar quem somos.

Pelo contrário.

Deveria significar florescer sem perder as raízes.

Muitas vezes nos preocupamos tanto em conquistar uma vida melhor que esquecemos de nos tornar pessoas melhores.

Acumulamos diplomas, dinheiro, seguidores, elogios... mas deixamos de lado aquilo que realmente dá sentido à existência: um coração capaz de amar, de servir, de recomeçar.

No fim das contas, ninguém será lembrado apenas pelo que conquistou.

As pessoas lembrarão de como se sentiram ao nosso lado.

Do abraço que receberam.

Da palavra que as levantou.

Da mão que as ajudou quando ninguém mais estendeu a sua.

Talvez a maior vitória da vida não seja chegar mais longe.

Talvez seja olhar para trás e perceber que, apesar de todas as tempestades, você não perdeu a capacidade de ser luz.

Então, antes de perguntar se o mundo reconhece o seu valor, faça uma pergunta mais importante:

"A criança que um dia sonhou em ser você se sentiria segura em seus braços?"

Se a resposta for "sim", continue.

Se for "não", não veja isso como uma condenação, mas como um convite.

Ainda há tempo para recomeçar.

Ainda há tempo para pedir perdão.

Ainda há tempo para voltar a sonhar.

Ainda há tempo para se tornar a pessoa que, um dia, você imaginou ser.

Porque o tempo passa para todos.

Mas apenas alguns escolhem crescer sem deixar a própria alma para trás.

Respostas

  • Resposta aceita

    duasVerdades

    Tem dois textos aqui e eles não pedem a mesma coisa. A primeira metade pergunta se você entregou o que prometeu, que é uma conversa sobre desempenho. A segunda pergunta o que permaneceu, e aí a conversa vira identidade. A segunda parte é a forte, e ela aguenta o texto sozinha.

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  • muda_o_que_na_terca

    Concordo com o fundo, mas pergunta assim só presta se muda alguma coisa na terça de manhã. Já respondi não pra ela e segui fazendo tudo igual. Virou decoração, e eu ainda saí me sentindo melhor sem ter mudado nada.

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  • cita_a_fonte

    O exercício que descreves tem tradição antiga. Séneca conta, no De Ira, que fazia isto todas as noites: perguntava a si próprio o que tinha corrigido nesse dia. A conta era ao fim do dia, e não de cinco em cinco anos.

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  • caminho_do_meio_ja

    A pergunta fica melhor sem a régua do orgulho, que já vem com um juiz embutido. Se eu pergunto se a pessoa de cinco anos atrás teria orgulho de mim, eu começo a negociar com ela. Se eu pergunto o que ela ainda reconheceria em mim, não sobra negociação nenhuma. Trocar o verbo muda o peso da coisa inteira.

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  • Ovid

    Travei na segunda pergunta e fiquei um tempo parado nela. A primeira, o que mudou, a gente responde com currículo em dois minutos. A outra, o que permaneceu, não tem resposta pronta, e é por isso que ela pesa mais. Gostei muito de ler isso hoje! Vai ter uma segunda parte só sobre o que permaneceu?

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