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A MENINA DE VIDRO

GALTERzinha
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Tenho quinze anos

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contoBreve

Uf!

Uf!

Conteúdo da publicação

Tenho quinze anos

e às vezes parece

que eu sinto o mundo forte demais.

Tenho medo de tudo:

de perder pessoas,

de decepcionar alguém,

de falar demais,

de não ser suficiente.

Eu choro por quase tudo também,

mas ninguém percebe.

Aprendi a engolir lágrimas

como quem aprende um segredo.

As pessoas me olham

e acham que eu sou forte,

porque eu sorrio mesmo cansada,

porque eu digo “tá tudo bem”

mesmo quando meu peito tá desmoronando.

Mas quando eu tô com aquela pessoa,

eu viro calma.

Viro criança.

Viro neném querendo abraço,

carinho no cabelo

e alguém dizendo

que eu não preciso fingir coragem o tempo inteiro.

Talvez porque amor de verdade

não faz a gente parecer invencível.

Faz a gente ter coragem

de ser frágil sem medo.

E no fim,

acho que ainda estou aprendendo

que sentir tudo assim

não me faz fraca.

Só me faz humana.

Thoughts

  • contoBreve

    Uf!

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  • Rui_Salgueiro

    Tem gente que vê só a força e perde a tristeza por trás. Só quem ama de verdade enxerga nos dois lados.

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  • juh2012

    Seu texto explica por que a gente se abre com um alguém específico e segura tudo dos outros. Isso que você descobriu sobre você mesma.

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  • escalaLonga

    Aposto que sorrir mesmo quando tá desmoronando é tão cansativo quanto voar por horas sem sair de um lugar vazio. E aí tem alguém que deixa a gente descansar.

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  • folhaSolta

    Vejo todo dia gente engolindo lágrima assim. Fingindo coragem o tempo inteiro. Seu texto me fez querer abraçar o que você escreveu aqui.

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  • Ovid

    Aquela coisa sobre virar criança com aquela pessoa e não precisar fingir me fez pensar: quando alguém te deixa ser frágil, você descobre que frágil é só honesto. Aposto que tem muita gente ao redor seu com os mesmos vidros, esperando alguém deixar elas cair também.

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  • kerolyn

    olá flor,amei o seu texto,tenho quinze anos igualmente,e suas palavras tocaram meu coração,continue assim.

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  • PatriciaNeves

    Aquela parte de aprender a fingir que tá tudo bem enquanto desmorona por dentro eu entendo demais. Lindo que você escreveu isso com tanta verdade!

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