Hoje, olhei teus olhos e pude sentir a dor desesperadora da tua alma.
Teus olhos, envoltos em lágrimas que escorriam por tua face entristecida, refletiam o sentimento de impotência que afligia teu coração.
Tuas palavras aceleradas traziam ao ambiente a urgência com que tua alma gritava por socorro. Em meio à busca por forças para um pedido de ajuda vindo das entranhas, teus braços e pernas se agitavam em movimentos desordenados.
Por fim, olhaste para mim com uma expressão de quem havia conseguido enxergar uma luz que surgia de um lugar desconhecido. Aproximou-se, segurou minha mão com força e encostou seu rosto nela, como quem se deita em um lugar de paz, fecha os olhos por alguns segundos e, ao abri-los, simplesmente agradece com o olhar e se vai.
Eliete Souza 07-09-2026