Na habitação chamada alma, morada que guarda histórias, por vezes me embriago na poeira da solidão e do desamparo. Ali, sou embalada pelo deságue de lágrimas e sentimentos embaraçosos, que me enredam nas tramas da incerteza e da inconstância.
Com saudades de horizontes já distantes, contemplo o espaço lá fora, através das janelas que me alimentam com imagens. Imagens que atravessam o vidro, pousam em mim e despertam saudades de tempos, lugares e sentimentos que, embora distantes dos meus olhos, continuam encontrando morada em mim.
Edidania 🌹