CAPÍTULO 7 – ACORDAR JUNTOS
A manhã entra pela fresta da cortina e bate direto no rosto dele.
Rian está deitado de lado, me olhando. Como se tivesse passado a noite inteira só fazendo isso.
— Bom dia, minha — ele diz baixinho, passando o dedo pela minha bochecha.
Eu rio sonolenta e me encolho mais no peito dele.
— Bom dia, meu.
Ele me puxa mais pra perto e beija minha testa, meu nariz, meus lábios. Um beijo preguiçoso, sem pressa.
— Ontem foi real mesmo, né? Porque eu acordei com medo de você ter sumido.
— Eu tô aqui — respondo, roçando a mão no peito nu dele. — E não vou a lugar nenhum.
Ele suspira aliviado e me abraça com força.
— Ótimo. Porque eu já tô possessivo de novo. Pensei na festa ontem à noite. E hoje eu não quero que ninguém nem olhe pra você.
Me sento na cama e pego a camisa dele do chão, coloco por cima. Fica grande em mim e ele ama.
— Se for pra ficar com ciúmes de todo mundo, a gente vai ter problema — provoco, sorrindo de canto.
Ele me puxa pela cintura e me deita de novo, ficando por cima de mim.
— Então me dá motivo pra não ter ciúmes. Me diz que sou o único.
Eu passo as mãos pelo cabelo dele.
— Você é o único, Rian Oliver. Sempre foi.
O sorriso dele é o mais verdadeiro que já vi. Sem arrogância, sem joguinho. Só ele.
— Vem — ele fala, levantando. — Vou fazer café da manhã. E depois… a gente tem o dia inteiro só pra nós.
Na cozinha, enquanto ele faz panquecas, eu fico sentada no balcão só olhando.
— É estranho — digo. — Ontem éramos amigos. Hoje você tá cozinhando pra mim de cueca.
Ele vira pra mim, com a espátula na mão e aquele sorriso torto.
— E daqui pra frente vou cozinhar pra você de cueca pelo resto da vida. Topa?
Eu jogo uma uva nele.
— Topo.
E naquele silêncio gostoso, com cheiro de café e panqueca, a gente entende: não era só desejo. Era casa.