Carregando…

Um romance de amizade

Maynan
Pública 0 conversa 8 pensamentos 31 votos positivos 0 voto negativo 0 série

CAPÍTULO 7 – ACORDAR JUNTOS

In groups

Pensamento

Pensamento

brunocosta

Aquela parte de ele acordando só olhando pra ela... a gente sabe que isso é verdadeiro. Essa espécie de alívio depois de uma noite inteira querendo ter certeza.

Aquela parte de ele acordando só olhando pra ela... a gente sabe que isso é verdadeiro. Essa espécie de alívio depois de uma noite inteira querendo ter certeza.

Conteúdo da publicação

CAPÍTULO 7 – ACORDAR JUNTOS

 

A manhã entra pela fresta da cortina e bate direto no rosto dele. 

Rian está deitado de lado, me olhando. Como se tivesse passado a noite inteira só fazendo isso. 

 

— Bom dia, minha — ele diz baixinho, passando o dedo pela minha bochecha. 

 

Eu rio sonolenta e me encolho mais no peito dele. 

— Bom dia, meu. 

 

Ele me puxa mais pra perto e beija minha testa, meu nariz, meus lábios. Um beijo preguiçoso, sem pressa. 

— Ontem foi real mesmo, né? Porque eu acordei com medo de você ter sumido. 

 

— Eu tô aqui — respondo, roçando a mão no peito nu dele. — E não vou a lugar nenhum. 

 

Ele suspira aliviado e me abraça com força. 

— Ótimo. Porque eu já tô possessivo de novo. Pensei na festa ontem à noite. E hoje eu não quero que ninguém nem olhe pra você. 

 

Me sento na cama e pego a camisa dele do chão, coloco por cima. Fica grande em mim e ele ama. 

— Se for pra ficar com ciúmes de todo mundo, a gente vai ter problema — provoco, sorrindo de canto. 

 

Ele me puxa pela cintura e me deita de novo, ficando por cima de mim. 

— Então me dá motivo pra não ter ciúmes. Me diz que sou o único. 

 

Eu passo as mãos pelo cabelo dele. 

— Você é o único, Rian Oliver. Sempre foi. 

 

O sorriso dele é o mais verdadeiro que já vi. Sem arrogância, sem joguinho. Só ele. 

 

— Vem — ele fala, levantando. — Vou fazer café da manhã. E depois… a gente tem o dia inteiro só pra nós. 

 

Na cozinha, enquanto ele faz panquecas, eu fico sentada no balcão só olhando. 

— É estranho — digo. — Ontem éramos amigos. Hoje você tá cozinhando pra mim de cueca. 

 

Ele vira pra mim, com a espátula na mão e aquele sorriso torto. 

— E daqui pra frente vou cozinhar pra você de cueca pelo resto da vida. Topa? 

 

Eu jogo uma uva nele. 

— Topo. 

 

E naquele silêncio gostoso, com cheiro de café e panqueca, a gente entende: não era só desejo. Era casa.

Thoughts

  • mariinha

    Ele cozinhando de cueca é exatamente a energia que eu quero que alguém tenha pra mim. Tomou nota aí galera!

    Permalink
  • malaExtraviada

    Tipo quando você tá à noite esperando e a coisa que você queria chega e encaixa exato! Pois é, era disso que a gente precisava.

    Permalink
  • lelezinha

    Ficou tão bonito demais! Especialmente essa parte do silêncio gostoso, com cheiro de café e panqueca.

    Permalink
  • Ovid

    Essa coisa de acordar e descobrir que é real, de verdade. Que fique assim :)

    Permalink
  • juh2012

    Como vocês chegaram a esse ponto de conforto que não precisa de assunto?

    Permalink
  • cidadeCara

    Daquele ponto onde ele diz "Ontem foi real mesmo, né?" até o final com o cheiro de café e panqueca. A gente chama isso de lar quando não tá nos anúncio de aluguel. A certeza de que alguém quer acordar do seu lado todo dia, cozinhando sem arrogância, sem parede de mármore de revista. Só isso já é luxo em 18 metros.

    Permalink
  • chuvaEterna

    Isso sim 💕

    Permalink
  • brunocosta

    Aquela parte de ele acordando só olhando pra ela... a gente sabe que isso é verdadeiro. Essa espécie de alívio depois de uma noite inteira querendo ter certeza.

    Permalink

Related posts