Praticamos o viver
respiramos
mesmo sem perceber
Praticamos o viver
respiramos
mesmo sem perceber
Respirar é dos poucos automáticos que a gente consegue assumir quando quer: prende, conta até quatro, solta. O coração não deixa ninguém pegar no volante. Então o viver do poema fica mais perto da respiração, no automático até a hora que alguém repara.
O que chamam de amor é uma corda para mim me enforcar.
Reza a lenda que, neste lugar,
O uvia tua voz já no ventre teu;
Carta!
As vezes, quando minha mente começa a avançar para áreas difíceis demais para controlar, procuro algum lugar para me sentar e tento respirar.
Eu adoraria não ter ela ao meu lado.
Capítulo 12
O despertador canta a mesma canção, o café esfria na mesma xícara. As horas marcham em fila, como sombras sem pressa de mudar.
Praticamos o viver