Resistência e raiz. É disso que as pessoas falam aqui quando contam por que querem marcar.
Viola Solitária
Pensamento
Resistência e raiz. É disso que as pessoas falam aqui quando contam por que querem marcar.
Conteúdo da publicação
(Som de vento de chapada... um toque de viola solitário que se transforma num beat agressivo)
062... 064...
Coração do Brasil batendo no ritmo da rima.
Não é só poeira, é ouro preto, é asfalto quente.
Goiás... Levanta a bandeira!
(Verso 1)
Eu venho de onde o sol não pede licença, ele invade
Cerrado de raiz, onde a luta é de verdade
Respeita o meu estado, o berço da resistência
Nossa cultura é herança, não é só aparência
Dos muros de Art Déco no centro da capital
Às águas quentes que fervem, o fluxo é natural
Tô na terra do pequi, mas minha rima é veneno
Pra quem acha que o interior é mundo pequeno.
Subo a Serra Dourada, vejo o horizonte infinito
Goiás é poesia, o grito mais bonito!
(Refrão - Com muita pressão)
Goiás no mapa, o topo é o destino
Sangue de guerreiro, desde quando era menino
É o cheiro da terra, é o som da pressão
No peito o orgulho, na mente a visão!
É o Cerrado no topo, MC que não falha
Goiás não é estado, mano, Goiás é batalha!
(Verso 2)
Falam de bota e chapéu, mas não viram o meu gueto
Onde o rap tem voz e o grave impõe respeito
É o corre nas feiras, o suor no balcão
Da Anhanguera à T-7, é pura pulsação!
Tem a paz de Pirenópolis, o místico em Alto Paraíso
Mas na selva de pedra, a gente perde o juízo
Respeita o agro, o trampo, a mão suja de terra
Mas respeita a periferia que sobrevive à guerra
Do empadão na mesa à rima no improviso
Goiás tem o tempero que o mundo precisa, eu aviso!
(Ponte)
Uai, trem bão? Aqui a gente fala cantando
Mas no mic, parceiro, eu chego atropelando
É o sotaque carregado, a verdade no olhar
Se Goiás é o coração, a gente faz ele pulsar!
(Outro)
É a conexão direta.
De Luziânia a Formosa, de Rio Verde a Itumbiara.
Todo o quadrante, o Cerrado tá vivo.
O rap goiano não pede passagem, ele já chegou.
Paz pra quem é de paz. Fogo nos racista.
Goiás acima de tudo!
Thoughts
-
PermalinkVocê fala de sangue de guerreiro desde menino. Como é carregar isso? É peso ou é força que sustenta?
-
PermalinkResistência e raiz. É disso que as pessoas falam aqui quando contam por que querem marcar.
-
PermalinkO que te fez colocar a viola solitária ao lado dessa energia toda? Porque o contraste é muito grande.
-
PermalinkRap goiano não pede passagem, ele já chegou. E pronto.
-
PermalinkVocê nomeou todos os lugares. Como é quando você vê a terra que você tá rapeando nos versos?
-
PermalinkQuando você diz que Goiás é poesia, o grito mais bonito, você tá falando de que tipo de transformação?
-
PermalinkAquela energia de Anhanguera à T-7 é real demais 🔥
-
PermalinkGoiás não é estado, é batalha. Você escreveu a verdade ali.
Related posts
-
Juízo Final
JUÍZO FINAL — NO BATENTE
-
Redenção
Se me fosse concedida a dádiva mística
-
A Caçada
Quando a forte luz da cúpula verde infesta minha íris, sei que você chegou
-
Quinta-feira em vísceras
Já é quinta-feira e eu ainda estou aqui.
-
O ESPELHO DO MEDO
Entro dentro desse quarto, vejo mil versões minhas, e nenhuma delas sou eu.
-
O Selo Invisível
“O SELO INVISÍVEL”
-
Um golpe na Liberdade
Cena de Abertura: A Noite da Ruptura (Novembro de 1887)
-
O Pacto da Noite Eterna: De 1892 a 1992
O Pacto da Noite Eterna: De 1892 a 1992
(Som de vento de chapada... um toque de viola solitário que se transforma num beat agressivo)