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"Verde"

Bebel
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O poema de hoje vai ser sobre a cor verde .

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Conteúdo da publicação

O poema de hoje vai ser sobre a cor verde.

Que esquisito, não é?

A cor verde?

“Mas, Bebel, o que isso tem de interessante?”

Para você, que nasceu vendo ela,

realmente talvez nada.

Mas agora vamos separá-la.

A cor verde está em tudo—

em pessoas, na natureza, em músicas, em poemas, em histórias...

Tudo que você imaginar

tem algum pingo de verde envolvido.

E para você, pode até ser algo bom, bonito,

mas chega a passar despercebido

o quanto ela existe.

Agora que você pensou nisso,

imagina alguém que nasceu sem ver a cor verde.

É difícil, não é?

Imaginar alguém que não vê o verde,

não entende o assunto em volta dele,

não entende a riqueza da cor,

não entende a profundidade

com que todo mundo fala sobre ela.

Por que? Porque você consegue vê-la.

Diferente de você, essa pessoa se pergunta;

Qual é a graça dessa cor verde, afinal?

Com o tempo, o coração dela começa a querer também ter o sentimento de entender

uma coisa tão presente na vida de todo mundo.

Como seria ver tal coisa?

Sentir tal coisa?

Entender?

Ela começa a se forçar a enxergar aquela cor.

Vê amarelo e jura que é o tal “verde”.

Olha para uma planta, escuta quando apontam,

e finge enxergar.

Porque todo mundo que nasceu vendo o verde

simplesmente não entende

o que é não conseguir sentir o que é o verde.

E como alguém que nunca viu o verde

vai saber quando finalmente estiver vendo o verde?

O que é verde?

É uma cor bonita, profunda...

Mas que cor é essa?

Como vou saber se realmente nunca a vi?

Ou como vou saber que finalmente a vi,

se nem sei o que estou procurando?

E como sequer saber se o verde realmente é real?

Se ele existe de verdade,

sem ser pela boca dos outros?

E se for tudo um surto coletivo?

Em que segurança se segurar

quando a única prova que você tem

é que todo mundo diz que enxerga?

Essa cor sequer existe?

Então, viver sem saber o que é o conceito da cor verde,

sem ter rumo do que procurar

ou como identificar,

e muito menos conseguir compartilhar

o sentimento maravilhoso de presenciá-la,

é uma tortura constante.

Você pode até tentar se convencer

de que não muda nada na sua vida.

Que é melhor não ver o verde.

Que talvez seja menos doloroso

não saber o que está perdendo.

Você vê uma planta murchando,

perdendo aquilo que um dia a fez tão bonita,

e pensa que talvez é bom nunca ter conhecido tamanha beleza.

Mas como você sabe,

se você nunca viu o verde?

O poema de hoje vai ser sobre a cor verde.

Que esquisito, não é?

A cor verde?

“Mas, Bebel, o que isso tem de interessante?”

Para você, que nasceu vendo ela,

realmente talvez nada.

Mas agora vamos separá-la.

A cor verde está em tudo—

em pessoas, na natureza, em músicas, em poemas, em histórias...

Tudo que você imaginar

tem algum pingo de verde envolvido.

E para você, pode até ser algo bom, bonito,

mas chega a passar despercebido

o quanto ela existe.

Agora que você pensou nisso,

imagina alguém que nasceu sem ver a cor verde.

É difícil, não é?

Imaginar alguém que não vê o verde,

não entende o assunto em volta dele,

não entende a riqueza da cor,

não entende a profundidade

com que todo mundo fala sobre ela.

Por que? Porque você consegue vê-la.

Diferente de você, essa pessoa se pergunta;

Qual é a graça dessa cor verde, afinal?

Com o tempo, o coração dela começa a querer também ter o sentimento de entender

uma coisa tão presente na vida de todo mundo.

Como seria ver tal coisa?

Sentir tal coisa?

Entender?

Ela começa a se forçar a enxergar aquela cor.

Vê amarelo e jura que é o tal “verde”.

Olha para uma planta, escuta quando apontam,

e finge enxergar.

Porque todo mundo que nasceu vendo o verde

simplesmente não entende

o que é não conseguir sentir o que é o verde.

E como alguém que nunca viu o verde

vai saber quando finalmente estiver vendo o verde?

O que é verde?

É uma cor bonita, profunda...

Mas que cor é essa?

Como vou saber se realmente nunca a vi?

Ou como vou saber que finalmente a vi,

se nem sei o que estou procurando?

E como sequer saber se o verde realmente é real?

Se ele existe de verdade,

sem ser pela boca dos outros?

E se for tudo um surto coletivo?

Em que segurança se segurar

quando a única prova que você tem

é que todo mundo diz que enxerga?

Essa cor sequer existe?

Então, viver sem saber o que é o conceito da cor verde,

sem ter rumo do que procurar

ou como identificar,

e muito menos conseguir compartilhar

o sentimento maravilhoso de presenciá-la,

é uma tortura constante.

Você pode até tentar se convencer

de que não muda nada na sua vida.

Que é melhor não ver o verde.

Que talvez seja menos doloroso

não saber o que está perdendo.

Você vê uma planta murchando,

perdendo aquilo que um dia a fez tão bonita,

e pensa que talvez é bom nunca ter conhecido tamanha beleza.

Mas como você sabe,

se você nunca viu o verde?

O poema de hoje vai ser sobre a cor verde.

Que esquisito, não é?

A cor verde?
“Mas, Bebel, o que isso tem de interessante?”

Para você, que nasceu vendo ela,
realmente talvez nada.

Mas agora vamos separá-la.

A cor verde está em tudo—
em pessoas, na natureza, em músicas, em poemas, em histórias...

Tudo que você imaginar
tem algum pingo de verde envolvido.

E para você, pode até ser algo bom, bonito,
mas chega a passar despercebido
o quanto ela existe.

Agora que você pensou nisso,
imagina alguém que nasceu sem ver a cor verde.

É difícil, não é?

Imaginar alguém que não vê o verde,
não entende o assunto em volta dele,
não entende a riqueza da cor,
não entende a profundidade
com que todo mundo fala sobre ela.

Por que? Porque você consegue vê-la.

Diferente de você, essa pessoa se pergunta;
Qual é a graça dessa cor verde, afinal?

Com o tempo, o coração dela começa a querer também ter o sentimento de entender
uma coisa tão presente na vida de todo mundo.

Como seria ver tal coisa?
Sentir tal coisa?

Entender?

Ela começa a se forçar a enxergar aquela cor.

Vê amarelo e jura que é o tal “verde”.
Olha para uma planta, escuta quando apontam,
e finge enxergar.

Porque todo mundo que nasceu vendo o verde
simplesmente não entende
o que é não conseguir sentir o que é o verde.

E como alguém que nunca viu o verde
vai saber quando finalmente estiver vendo o verde?

O que é verde?

É uma cor bonita, profunda...

Mas que cor é essa?

Como vou saber se realmente nunca a vi?
Ou como vou saber que finalmente a vi,
se nem sei o que estou procurando?

E como sequer saber se o verde realmente é real?
Se ele existe de verdade,
sem ser pela boca dos outros?

E se for tudo um surto coletivo?

Em que segurança se segurar
quando a única prova que você tem
é que todo mundo diz que enxerga?

Essa cor sequer existe?

Então, viver sem saber o que é o conceito da cor verde,
sem ter rumo do que procurar
ou como identificar,
e muito menos conseguir compartilhar
o sentimento maravilhoso de presenciá-la,
é uma tortura constante.

Você pode até tentar se convencer
de que não muda nada na sua vida.

Que é melhor não ver o verde.

Que talvez seja menos doloroso
não saber o que está perdendo.

Você vê uma planta murchando,
perdendo aquilo que um dia a fez tão bonita,
e pensa que talvez é bom nunca ter conhecido tamanha beleza.

Mas como você sabe,
se você nunca viu o verde?










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Esse poema não é sobre a cor verde.
Mas talvez você já tenha percebido isso.

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Esse poema não é sobre a cor verde.

Mas talvez você já tenha percebido isso.

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Esse poema não é sobre a cor verde.

Mas talvez você já tenha percebido isso.

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