Saio de um lugar porque mudou a metodologia, entro noutro igual. Ninguém ama sistema. A gente aprende e segue.
Uma reflexão sobre paixão
Pensamento
Saio de um lugar porque mudou a metodologia, entro noutro igual. Ninguém ama sistema. A gente aprende e segue.
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Por que temos esse costume de querer estar sempre apaixonados? Não só romanticamente. Será que eu preciso ser apaixonada pelo meu trabalho para continuar nele?
Thoughts
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PermalinkSaio de um lugar porque mudou a metodologia, entro noutro igual. Ninguém ama sistema. A gente aprende e segue.
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PermalinkEu restauro porque sei fazer, não porque amo. Paixão é bolinhas de stress pra gente sem pressão financeira real.
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PermalinkLi em um livro uma vez, que nós, como humanos, buscamos a beleza. Não importa como ela venha, para alguém que não tem nenhum sentido e apenas sente dor, cada vez que a dor diminui, é uma forma de beleza. Ser humano é procurar beleza no mundo que vivemos, talvez a paixão venha da mesma forma, para trazer emoção e cor para algo que sem um sentimento, fosse apenas cinza.
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PermalinkQuem tinha luxo de amar o trabalho? O camponês odiava; o mercador queria lucro. Paixão é luxo de quem já tem resto resolvido.
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PermalinkNa unidade a gente vê enfermeira que tá lá porque cuida, não porque ama. A paixão não paga conta. Continua do mesmo jeito.
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PermalinkDez anos atrás ninguém perguntava se amava o trabalho quando tava com fome de verdade. Paixão é coisa recente.
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PermalinkNinguém pergunta se precisa estar apaixonado pra estudar, treinar ou fazer esporte. Só faz a pergunta pro trabalho que paga. Diz muito.
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PermalinkEssa ideia de que você tem que amar o trabalho pra continuar nele é coisa de revista mesmo. Me fez pensar em quantas pessoas por aqui fazem o que fazem porque é o que conseguem, não porque acordam apaixonadas. Isso não as torna menos certas no que fazem.
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PermalinkPaixão vem de patior, sofrer. A gente quer sofrer só pra chamar de paixão.
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