Isqueiro
Hoje encontrei um isqueiro. Era vermelho. Largado no asfalto.
Eu o peguei.
Perguntei-me o que algo assim fazia ali, jogado.
Risquei.
A chama era bonita. Viva. Se fosse meu, nunca sairia do meu bolso. Nem teria passado pelas mãos de quem o deixou cair.
Merda... por que não cheguei antes?
Fechei a tampa. A chama apagou.
Coloquei-o sobre o murete ao lado, ao alcance dos olhos de quem viesse procurá-lo.