Corredor um tanto vazio, mas
vazio de quê? Eu vejo pessoas,
pessoas aparentemente cansadas
ou especificamente exaustas.
Mas aliás, de quê? Dos problemas?
Rotina? O sistema? E seus mecanismos
de defesa, existem? Apenas decidiram
se render? E onde está o amor?
Cadê a paz, paz de espírito em
que as pessoas falam tanto. A
criança livre brincando, o brilho
no olhar, sem se preocupar que
um dia estará apenas como esses
adultos, exaustos e “mortos” por
dentro, seguindo o mesmo fluxo,
nostalgia da infância, mas alívio
das dores passadas, causadas nela.
E o vazio do corredor não era de pessoas, mas de pessoas que não “brincam” de ser o Homem-Aranha. Agora, sim, o corredor se encontra vazio, mesmo estando tão cheio.