Tem um último quadro.
O da minha mãe.
Esse era preto, claro!
Tinha branco também para dar contraste.
Era uma homenagem viva a ela.
Esse existe.
Está na sala dela lá em Minas.
Sempre que chego de viagem
eu contemplo.
Viva,
jovem,
linda.
Esse se eternizou no tempo de todas as almas nascidas dela.
Foram oito.
Sete foram os filhos.
Mas eu jamais poderia esquecer
da minha professora de pintura
A oitava.
Lena.
Não está mais aqui conosco.
Mas eterna.
Como todas as obras.
Série: Verdades momentâneas