Todos os quadros eram assim.
Uma emoção escura
que ao mesmo tempo clareava
para se expressar aqui fora.
Como se estivesse
na iminência
de sair dali e se apresentar.
Era um cachorro
e um gato.
Preto e verde.
O escuro sempre me ronda.
E não é coisa ruim.
Pelo contrário.
É a manifestação
mais funda
da minha alma.
Aquele quadro que pintei
Também não existe mais.
Essa dor de perder obras o artista precisa elaborar.
Mas eu vou imortalizar
aqui,
agora.
Série: Verdades momentâneas