Vejo rostos sem ouvir vozes. Estou aqui, seis metros de distância, mas a tela é quem pesa.
Telas conectadas
O dia nasce.
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Pensamento
Vejo rostos sem ouvir vozes. Estou aqui, seis metros de distância, mas a tela é quem pesa.
Conteúdo da publicação
O dia nasce.
Uma luz invade o quarto.
Não é o sol,
nem a lâmpada,
é uma pequena janela acesa
na palma da mão.
O dia nasce.
Um toque desperta o silêncio.
Mensagens chegam
como pássaros presos
dentro de uma tela.
O dia vai.
Mais uma vez,
ligo o celular.
Mais uma vez,
vejo rostos sem ouvir suas vozes.
O dia vai.
As pessoas conversam,
mas não se olham.
As palavras atravessam quilômetros,
enquanto quem está ao lado
parece morar do outro lado do mundo.
O dia vai.
A tela aproxima os distantes
e, às vezes,
afasta os presentes.
O dia acaba.
O celular continua acordado,
brilhando no escuro
como uma lua artificial.
O dia acaba.
Não houve cartas,
não houve abraços,
não houve conversas frente a frente.
Só telas acesas,
dedos deslizando,
e pessoas conectadas
sem realmente estarem juntas.
Talvez o celular seja uma ponte?
Mas até pontes podem virar muros
quando esquecemos
de atravessá-las.
Você tem a ponte,
ou só enxerga o muro ?
Thoughts
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PermalinkÀs vezes a gente acha que tá junto porque tá falando. Mas é só dedos deslizando mesmo.
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PermalinkVejo rostos sem ouvir vozes. Estou aqui, seis metros de distância, mas a tela é quem pesa.
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PermalinkPergunta certa. A maioria acredita que tá na ponte mas tá no muro. E sabe, a diferença é a escolha de achar que tá certo.
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Permalink💔
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PermalinkCara, você fez isso na aula? Ficou incrível
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