Desenhei versos na areia,
Frente ao mar que se arrebenta
Com os murmúrios que ostenta.
Enquanto o ocaso delineia
Os contornos das montanhas,
Acordes de uma canção
Espargem doce emoção
Sobre as nuanças estranhas.
Já não sei de onde vim,
E não sei para onde vou,
Não sei, nem mesmo quem sou.
Só sei que tudo tem fim,
E uma lembrança incontida
Abraça-me, bem no instante
Dessa procura incessante
Sobre o sentido da vida.