Depois de ver todo o charme de Oliver, eu finalmente fui me arrumar para o trabalho. Saindo do meu apartamento, vi Jacques e dei um tchauzinho.
— Au revoir, Jacques!
— Au revoir, Taylor!
Eu segui meu caminho e, quando eu passava na frente de uma floricultura, o meu salto me fez passar vergonha ao ficar preso no paralelepípedo da rua. Eu quase caí, mas, por pouco, um braço forte me segurou...
— Você tá bem? Esses sapatos não são apropriados para andar em paralelepípedo.
Eu fiquei morta de vergonha. O cara que me segurou antes que eu literalmente quebrasse o pescoço era um gato também. MEU DEUS! Por que só tem homem gato em Paris?
— Vou me lembrar disso. E, a propósito, obrigado por salvar meu pescoço.
— Que falta de educação a minha. Me chamo Taylor, e você, como se chama?
— Léo.
— Prazer em te conhecer, Léo.
— Igualmente.
Soou tão seco quanto o deserto do Saara. Ele era gato, mas não era muito simpático.
— Então, Léo, desculpa te incomodar. Você deve estar ocupado. Tchau.
De repente, ele fala:
— Espera!
Ele me entrega um lindo buquê de flores frescas.
— Que lindas! Obrigada!
— Na próxima vez, tenta não derrubar a porta do Jacques. Minha floricultura abre cedo, e seja bem-vinda a Paris.
Eu fiquei surpresa. Afinal, ele foi gentil.
— Ei! Eu não tava derrubando a porta do Jacques.
— Tava, sim. Enfim, sei que você está indo pro trabalho, então não quero tomar seu tempo. Coloca as flores na água.
Eu realmente tinha que ir trabalhar, mas o papo tava bom demais!
— Verdade! Eu vou chegar atrasada. Tchau!
— Tchau, e toma cuidado para não quebrar seu pescoço.
— HAHA! Muito engraçado.
Eu saí correndo. Chamei um táxi e fui pra minha próxima aventura. O que será que vai acontecer agora?