Toda vez que penso em nós,
me perco tentando encontrar um nome
para aquilo que vivemos.
Seríamos namorados,
daqueles que fazem planos
e caminham lado a lado?
Ou apenas ficantes,
que se encontram quando o destino permite,
sem promessas, sem certezas?
Mas, quanto mais o tempo passa,
mais compreendo que talvez
sejamos apenas um caso.
Um caso que vive de desencontros,
de horários que nunca coincidem,
de saudades que chegam antes da presença.
Estamos mais distantes
do que próximos.
E, quando enfim nos encontramos,
o tempo parece ter pressa.
Os minutos escapam pelos dedos,
deixando apenas o gosto amargo
de um adeus precoce.
Mesmo assim,
há algo em você
que insiste em permanecer em mim.
Talvez seja porque um caso
também possa carregar uma paixão,
mesmo sem ter um nome,
mesmo sem ter um destino.
E sigo aqui,
com a certeza de que talvez sejamos apenas
uma bonita história que com tempo
um dia iremos lembrar.