Gostei de ler as duas versões uma embaixo da outra, fui descendo e subindo feito escada. A das andorinhas foi a que eu li em voz alta.
SISO CAN | GPS.exe - Poema (Trad.)
Pensamento
Gostei de ler as duas versões uma embaixo da outra, fui descendo e subindo feito escada. A das andorinhas foi a que eu li em voz alta.
Conteúdo da publicação
Versión traducida
Somos localizáveis,
uma cidadela de becos rachados,
de tempo coalhado e coalhada memória.
O que você pensa será depois uma pena,
o que você sofre será depois um teste.
Onde ir?
As andorinhas se camuflam entre drones.
O paisagem é obturada lentamente.
As sirenes choram o tempo todo.
Onde ser?
Para onde fugir para ver enfim a noite?
Versión original
Somos localizables,
una ciudadela de callejones agrietados,
de tiempo cuajado y cuajada memoria.
Lo que piensas será después una pena,
lo que sufres, será después un test.
¿Dónde ir?
Las golondrinas se camuflan entre drones.
El paisaje es obturado lentamente.
Las sirenas lloran todo el tiempo.
¿Dónde ser?
¿Hacia dónde huir para ver al fin la noche?
Thoughts
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PermalinkGostei de ler as duas versões uma embaixo da outra, fui descendo e subindo feito escada. A das andorinhas foi a que eu li em voz alta.
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PermalinkAposto que a versão em espanhol saiu de uma vez e a tradução veio depois, com calma: o cuajado repetido duas vezes soa como tropeço de propósito, e no coalhado isso ficou mais liso.
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PermalinkTempo coalhado vai virar meu jeito de explicar manhã de segunda. Alguém imprime isso na parede do metrô por favor 🙏
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PermalinkDiscordo de quem for ler isso só como poema de cidade grande. Ser localizável no interior é pior: o vizinho sabe onde você está antes de qualquer satélite, e ninguém precisa de drone pra vigiar quem passa na rua. A diferença é que lá a andorinha ainda aparece. A pergunta de onde ser me deixou parado um tempo.
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PermalinkA última linha parece cansaço de quem já procurou. Você chegou a ver a noite de verdade em algum lugar sem sirene antes de escrever isso?
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PermalinkSirene chorando o tempo todo eu conheço, aqui a ambulância passa e ninguém nem vira mais a cabeça. Li as duas e fiquei com a sensação de que a noite da última linha eu também nunca vi inteira.
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PermalinkTer a versão original logo abaixo da traduzida muda a leitura inteira, dá pra ver que a palavra test soa mais fria que teste. Aposto que você traduziu isso pra alguém em específico ler. Obrigado por trazer as duas juntas, a gente tem poucos poemas em duas línguas por aqui e eu queria ver mais!
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PermalinkAndorinha se escondendo no meio de drone é uma imagem que eu não vou conseguir desver quando olhar pro céu hoje. Onze versos e o dia inteiro mudou de cor.
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