Tá punk mesmo 😅
SEXO E SEUS DERIVADOS
SEXO E SEUS DERIVADOS TENHO OBSERVADO QUE AS PESSOAS CREIO EU, QUE AINDA NÃO ENTENDEM OU NÃO QUEREM ENTENDER O QUE VEM A SER O SENTIDO SEXUAL, ELE NADA TEM HAVER COM UM PÊNIS ENTRANDO EM UMA VAGINA, OU NUMA RELAÇÃO HOMOAFETIVA’’ HOMEM COM HOMEM, OU VICE-VERSA, MULHER COM MULHER , RELAÇÃO SEXUAL É…
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Tá punk mesmo 😅
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SEXO E SEUS DERIVADOS
TENHO OBSERVADO QUE AS PESSOAS CREIO EU, QUE AINDA NÃO ENTENDEM OU NÃO QUEREM ENTENDER O QUE VEM A SER O SENTIDO SEXUAL, ELE NADA TEM HAVER COM UM PÊNIS ENTRANDO EM UMA VAGINA, OU NUMA RELAÇÃO HOMOAFETIVA’’ HOMEM COM HOMEM, OU VICE-VERSA, MULHER COM MULHER , RELAÇÃO SEXUAL É TROCA, TROCA DE ENERGIA, CONFIANÇA. É ABRIR-SE PARA O OUTRO, PORÉM EM UMA SOCIEDADE DE GRANDE MAIORIA RASA, GENTE VAZIA, TEM-SE MUITA TENDÊNCIA EM RELATIVIZAR O OUTRO, SUBJULGAR E PROSTITUR O OUTRO,ESCRAVIZAR. ISSO VALE TANTO PARA HOMENS QUANTO PARA MULHERES.
TEM-SE MUITA OFERTA, TINDER, BADOO, MEU PATROCÍNIO , ENFIM O NEGÓCIO ESTÁ PUNK, MAS AS PESSOAS ESTÃO CADA VEZ MAIS SOZINHAS, SOLITÁRIAS, DEPRESSIVAS, INSATISFEITAS SEXUALMENTE, CREIO EU O SEGUINTE: O SEXO NÃO É SOMENTE O GENITAL, É ENTREGA, É TROCA DE ALMA, E NÃO ESTOU FALANDO DE (TIPO CONHECI ALGUÉM TRANSEI E AGORA TEREI QUE CASAR COM ESSA CRIATURA) NÃO, OBVIAMENTE NÃO. ESTOU FALANDO DE RESPEITO AO CORPO DO OUTRO QUEM RELATIVIZA O OUTRO, JÁ SE RELATIVIZOU PRIMEIRO.E ISSO VALE PARA HOMENS PRINCIPALMENTE, QUE EM SUA MAIORIA TEM UM OLHAR DE APENAS TER A MULHER COMO DESCARTE, OU SEJA USA-SE E DESCARTA-SE.
Thoughts
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PermalinkRespeito ao corpo do outro também é saber quando o outro chegou em casa sem nada pra dar. Pra mim entrega passa por aí, bem antes de qualquer cama.
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PermalinkTá punk mesmo 😅
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PermalinkEntrega e confiança levam anos pra se fazer e um dia só pra se perder. Nisso eu tô com você.
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PermalinkTinder, Badoo e Meu Patrocínio numa lista só, e no mesmo parágrafo gente cada vez mais sozinha. Isso me fez pensar que nunca foi tão fácil conhecer alguém e tão difícil ficar. Meu palpite é que a pressa pesa mais que o aplicativo em si. Obrigado por trazer esse tema pra cá, @ANASILVA!
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PermalinkSim sua análise está muito boa. Eu concordo com quase tudo o que você expressou. Mas tem um ponto eu nossas opiniões bifurcam.
O sexo, na minha opinião, não é um ato isolado. Ele é preparado por todo um ciclo que vai culminar no ato sexual em si e depois da satisfação esse ciclo recomeça.
Hoje, em 30 minutos de celular na mão, uma pessoa consome mais pornografia que a geração passada levava a vida toda para consumir. Pornografia prepara para o sexo. Deixa em ponto de bala. Além disso cria fantasia e ilusões. Sexo de verdade não é o que é mostrado na pornografia.
Então, o ciclo sexual, se podemos chamar assim, é iniciado de uma forma egoísta e solitária e sendo assim quando a sua resolução se dá com um parceiro o ato também acaba sendo vazio e solitário, embora haja companhia.
Um grande mestre uma vez usou a expressão "masturbação intravaginal". Isso ficou na minha cabeça. De fato é muito fácil para o homem substituir a mão dele pelo corpo da mulher para conseguir o prazer. Claro que quanto mais bonito for esse corpo, melhor. Talvez daí a relativização. Posições que não privilegiam a dignidade do outro, mas antes reproduzem o ângulo do pornô outrora assistido.
Junto a pandemia de pornografia, tem a disseminação quase totalitária da idéia de que temos o direito a sermos felizes e claro, o sexo é algo que traz felicidade, logo está sendo utilizado como droga recreativa.
Ainda tem outro ponto muito relevante, do ponto de vista das mulheres: mesmo utilizando métodos contraceptivos, sempre há a possibilidade de uma gravidez e elas também são mais suscetíveis às ISTs. Se a relação sexual não é o clímax de uma rotina de antenção, cuidado, carinho e paixão diários, elas sempre vão terminar se sentindo usadas.
Aí é que o casamento entra. Numa relação em que ambos assumem o compromisso de amar, respeitar e ser fiel na saúde e na doença, na alegria e na tristeza na riqueza e na pobreza, até que a morte os separem, o momento da relação sexual é sublime, lindo, prazeroso sem deixar de ser safado e gostoso. O homem sabe que aquele corpo é a alegria dele e que ele morre e vive por aquela mulher. A mulher sabe, que se vier um filho, uma doença ou seja lá o que for, aquele homem vai ficar, cuidar e se dedicar a ela e aos frutos daquele amor. Ela se entrega totalmente. Depois dorme tranquila em seu peito.
O casamento é fundamental. Só nele há possibilidade da real satisfação sexual plena. Onde o cuidado diário, da louça lavada, da frauda trocada, do elogio num momento aleatório, preparam o corpo e a alma do outro para o encontro que celebra aquela relação com o maior prazer que ser humano é capaz de sentir.
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PermalinkSexo é subestimado por todos. Se fosse tão bom assim, ninguém sairia de casa. As pessoas gostam mais de falar sobre sexo do que de fazer sexo.
Se o orgasmo dura de seis a oito segundos, por que uma dor de cabeça pode durar mais de seis horas? Simples: função. O orgasmo tem uma função que valorizamos muito mais do que a dor de cabeça, mas a dor de cabeça é mais séria: ela pode ser um sinal de que existe algum problema acontecendo no corpo.
Homens e mulheres são iguais nisso. Ambos tentam controlar o desejo, como se ele fosse um contrato. Apegam-se a qualquer forma de afeto. Daí fantasiam com a pessoa que saiu na noite passada, imaginando cenários, palavras não ditas, possibilidades que nunca aconteceram. Ninguém disse nada e ninguém sabe ler a mente de ninguém.
Sufocamos a pessoa que se emprestou por um momento de carência. Ela não firmou nada. Nada foi prometido. Mas o mais sensível se ilude. Depois lamenta, fala mal da pessoa pelas costas e não entende por que ela não quer mais falar com ele. Mas ela nunca prometeu nada.
É como pegar emprestada uma chave de fenda. Pensamos que a pessoa nos deu a chave, quando, na verdade, ela apenas emprestou. E precisamos devolvê-la sem reclamar, porque foi emprestada, não dada. Só que nos iludimos e passamos a querer a caixa de ferramentas inteira.
Intimidade com alguém não é propriedade. Um momento compartilhado não cria uma dívida.
É preciso dizer o que se quer para que o outro possa entender. É preciso perguntar, conversar e estabelecer limites. Homens e mulheres são iguais nisso: alguns conseguem dizer o que querem; outros não conseguem. Alguns entendem o momento pelo que ele foi. Outros transformam um instante em promessa.
E talvez seja aí que esteja o problema: confundimos o que aconteceu com aquilo que gostaríamos que tivesse acontecido.
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