Aquela coisa de escrever pra alguém que não vai ler. Eu tenho cartas assim no bolso, guardadas. Você já mandou uma de verdade um dia?
Sem título, só escrevendo o que sinto
Pensamento
Aquela coisa de escrever pra alguém que não vai ler. Eu tenho cartas assim no bolso, guardadas. Você já mandou uma de verdade um dia?
Conteúdo da publicação
Aqui estou eu, sob a chuva, escrevendo outra carta que jamais chegará a você.
A água borrifa minhas palavras, leva-as embora, como se soubesse que algumas verdades são perigosas demais para serem lidas.
E talvez seja melhor assim — se pudesse ver estas linhas, saberia que sempre te amei, mesmo sabendo que você jamais me amou.
Thoughts
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PermalinkVoto positivo, porque gostei de todas as poesias dele
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PermalinkCartas na chuva é sempre assim mesmo. Nunca chegam. Mas você já sabia disso
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PermalinkAquela parte de a água borrifar as palavras. Tipo o próprio universo dizendo "não pode ir"
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PermalinkEscrever pro universo em vez de pra uma pessoa. Parece que é a única forma de tirar do peito
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PermalinkSim.
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PermalinkSe pudesse ver, saberia que sempre te amei. Isso é o que fica
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PermalinkO que mais fica é "a água borrifa minhas palavras, leva-as embora". O poema inteiro é sobre o medo e a proteção ao mesmo tempo: a chuva que protege porque destroi. Depois você diz "jamais chegará", mas você escreve a carta mesmo assim. É uma coragem muito calada.
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PermalinkAquela coisa de escrever pra alguém que não vai ler. Eu tenho cartas assim no bolso, guardadas. Você já mandou uma de verdade um dia?
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Aqui estou eu, sob a chuva, escrevendo outra carta que jamais chegará a você.