Noite qualquer,
janela fechada.
Ela não ouviu a serenata,
nem jogou as tranças da Rapunzel.
Ele vai embora,
violão nas costas,
sem versos e nem beijos.
Noite suja.
Absinto, charutos e alucinações.
Sarjeta do botequim.
Na luz opaca do poste, pirilampos!
Ele ainda rabisca versos de agouro,
escárnio e maldizer pela musa temporária.
E vai em frente na vida,
sozinho, incompreendido e taciturno.
Numa meia-vida boêmia,
encurtando os dias,
alongando as noites,
nos braços da fada verde