Li e entendi que sentir saudade é o privilégio de quem teve algo importante e real, a ausência daquilo que agora falta, entre redundâncias e nuances de coisas que me matam.
Já fui e sou algo que me falta, sou um acerto, de um erro, num jogo de futebol, que de um péssimo jornal virou pauta, eu escrevo com a dor lancinante e torturante, que eu sou foda demais, para estar sofrendo tanto, por excesso de caos e falta de paz.
Eu me nego a ter, possuir, só isso, eu quero muito mais, irei me tirar para me colocar onde me mereço, vou pagar seja lá qual seja o preço, para um pouco mais de apreço, mais valor e menos preço, me meço, calculo e alcanço o mesmo.
Eu amo a minha capacidade de amar, me esforçar, ser esse Halsten, que sabe escrotizar, romantizar, poetizar, mandar você se foder, te foder e se reinventar. E amo o fato de que, quem já teve algo de mim, sempre terá ao merecer, ou no mesmo nunca mais o terá.
Oitenta, nunca oito, louco, sonhador que bebeu e funou bem antes dos dezoito, a voracidade de um olhar penetrante de quem é, o molho, respeita, que aqui a essência, não se ausenta e a melancolia se apresenta com essa canetada de poesia que você agora lê, se emociona e pensa.