Pular para o conteúdo
Carregando…

Reunião de Trabalho 3

EinsteinLouco

Conteúdo da publicação

Ela o olhou de cima da borda da sacada, o vento da noite bagunçando o cabelo ainda úmido, e sorriu com aquele jeito que ele já começava a reconhecer — metade provocação, metade pergunta.

— Você fez isso de propósito — disse ela.

— Fiz o quê?

— Me trouxe para a sacada. Me colocou aqui em cima. Agora eu tô presa entre você e o vazio.

Ele riu, mas não se afastou. As mãos dele continuavam firmes na cintura dela, os polegares desenhando círculos lentos sobre o tecido do roupão. O roupão estava aberto o suficiente para ele sentir a pele quente dela contra os dedos, e ele deslizou uma mão para dentro do tecido, subindo pelas costas dela, sentindo a curva da coluna, até parar na nuca.

— Você não parece nem um pouco presa — ele disse, a voz mais grave.

— É porque eu não sou. — Ela inclinou o corpo para frente, os lábios quase tocando os dele. — Mas você gosta de pensar que é.

Ele não respondeu com palavras. A mão na nuca dela o puxou para o beijo, e não foi um beijo suave. Foi um beijo de língua, molhado, os dois se pegando com vontade, e ela abriu o roupão dele com as duas mãos, empurrando o tecido pelos ombros, sentindo o peito dele contra o dela. Ele soltou um som baixo na boca dela quando ela passou as unhas pelo peito dele, descendo até a barriga.

— Aqui fora não — ele sussurrou, ofegante, mas já estava rindo.

— Por que não?

— Porque eu não vou te comer numa sacada de hotel com a cidade inteira olhando.

Ela riu, um riso curto e quente, e o puxou pela mão para dentro do quarto. Ele fechou a porta da sacada com o pé.

Ela parou no meio do quarto, de frente para ele, e deixou o roupão cair no chão. Ficou nua, ainda com a pele úmida do banho, o cabelo molhado colado no pescoço, os seios à mostra, a cintura estreita, as pernas longas. Ele olhou para ela inteira, sem pressa, e ela sustentou o olhar dele, o queixo erguido.

— Você é linda — ele disse, e a voz saiu mais baixa do que ele esperava.

— Eu sei — ela respondeu, e deu um passo na direção dele.

Ela tirou o roupão dele também, com as duas mãos, e o pau dele já estava duro, saltando quando o tecido saiu. Ela olhou para baixo, mordeu o lábio, e passou a mão em volta dele, sentindo o peso, o calor, a pele lisa. Ele fechou os olhos e deixou escapar um gemido.

— Deita — ela disse.

Ele obedeceu. Deitou na cama, apoiado nos cotovelos, e ela subiu sobre ele, os joelhos dos dois lados do quadril dele, e o beijou de novo, a boca dela descendo pelo pescoço, pelo peito, pela barriga, até ela se ajoelhar entre as pernas dele. Ela pegou o pau dele na mão, deu uma lambida na cabeça, e depois o engoliu devagar, até o fundo, os olhos fechados, a boca quente e molhada.

Ele gemeu alto, os dedos enroscados no cabelo dela, e ela continuou, chupando com vontade, a mão acompanhando a boca, a língua passando por baixo. Ele tentou avisar, mas ela não parou, e ele gozou na boca dela, o corpo inteiro tremendo, e ela engoliu tudo, lambendo os lábios depois, um sorriso safado no rosto.

— Você é perigosa — ele disse, sem ar.

— Você não faz ideia — ela respondeu, e subiu de novo, sentando sobre ele, esfregando a buceta molhada contra o pau dele, que já começava a endurecer de novo.

Ele passou a mão entre as pernas dela, sentindo o quanto ela estava molhada, e enfiou dois dedos, e ela gemeu, jogando a cabeça para trás. Ele bombeou os dedos dentro dela, o polegar no clitóris, e ela começou a rebolar, a boca aberta, os seios balançando.

— Para — ela disse. — Para, eu quero você.

Ele tirou os dedos, e ela se ajeitou sobre ele, e ele entrou devagar, os dois gemendo juntos quando ele a preencheu inteira. Ela começou a se mover, primeiro devagar, depois mais rápido, as mãos apoiadas no peito dele, os quadris subindo e descendo, e ele agarrou a bunda dela com as duas mãos, ajudando no ritmo.

— Porra — ele sussurrou. — Como você é gostosa.

Ela respondeu com um gemido mais alto, e ele mudou o ritmo, metendo fundo, e ela gritou, e ele virou ela na cama, ficando por cima, sem sair de dentro dela, e começou a meter com força, segurando os pulsos dela acima da cabeça, a cama batendo na parede.

Ela gozou primeiro, o corpo dela se arqueando, a buceta apertando o pau dele, e ele aguentou o máximo que pôde antes de gozar também, fundo, gemendo contra o pescoço dela, os dois ofegantes, suados, o coração batendo rápido.

Ele saiu de dentro dela devagar e deitou ao lado, puxando-a para perto. Ela encostou a cabeça no peito dele, ainda sem fôlego.

— A comida vai esfriar — ela disse.

— Foda-se a comida.

Ela riu, e o riso era diferente dos outros — menos provocador, mais verdadeiro. Ele percebeu, e guardou aquele riso como quem guarda o primeiro raio de sol depois de uma semana de chuva.

— Você vai me ligar amanhã? — ela perguntou, a voz já arrastada.

— Eu ia perguntar se você ia atender.

— Vou.

— Então eu vou ligar.

E dormiram assim, nus, entrelaçados, com a cidade acesa lá fora e a promessa de um amanhã que nenhum dos dois tinha planejado, mas que, pela primeira vez em muito tempo, parecia exatamente o que queriam.

Publicações relacionadas

  • Reunião de Trabalho 2

    A água quente continuava caindo sobre os dois, enquanto ele a mantinha junto ao corpo, como se aquele instante tivesse apagado todo o resto do mundo. A camisa social dele estava completamente…

  • OS GUERREIROS DA LUZ, um só CRIADOR.

    OS GUERREIROS DA LUZ

  • SUPERIORES

    O segundo capítulo enfim terminado. Espero que gostem

  • SUPERION, SENTINELA ROSA E OS GUERREIROS DA LUZ

    Capítulo 1 — O despertar dos escolhidos e o retorno de Baal

  • capítulo 5: Cafajeste.

    Caros colegas ,imagino que ficaram apostando em quem tinha caído naquele dia , sei disso porque vi os rapazes do primeiro ano jogando. Bem, sinto em informar que o garoto de nariz de batata perdeu…

  • capítulo 3: Entrevista de emprego.

    Como vocês bem sabem, fiquei um mês em Mumbai, pois meu irmão se casou. Mas de volta a Inglaterra, estou pronto para prosseguir a História de amor dos meus pais — e aproveitar para expor o Ricardo…

  • Capítulo 49: O Despertar da Rainha

    livro (trinta dias para a última lua)

  • Sempre foi você.

    No dia seguinte, ao acordar em um hospital, percebi que ainda não tinha conseguido um emprego, mas já tinha conseguido passar uma noite em um hospital. As coisas pareciam estar acontecendo rápido…

Pública 0 conversa 0 pensamento 4 votos positivos 0 voto negativo 1 série

Ela o olhou de cima da borda da sacada, o vento da noite bagunçando o cabelo ainda úmido, e sorriu com aquele jeito que ele já começava a reconhecer — metade provocação, metade pergunta.

Em séries

Em grupos