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capítulo 5: Cafajeste.

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Caros colegas ,imagino que ficaram apostando em quem tinha caído naquele dia , sei disso porque vi os rapazes do primeiro ano jogando. Bem, sinto em informar que o garoto de nariz de batata perdeu boas vinte e duas libras apostando em mim. Não apostem, sério, é estupidez.

Quando minha mãe e a Renée ouviram o baque, foram imediatamente para onde o barulho foi ressoado. Elas identificaram que o barulho vinha do primeiro andar da biblioteca. Elas saíram da cozinha, passaram pelo corredor com quadros pintados nossos na parede, e chegaram na porta. A porta era de carvalho branco, o que contrastava com a paleta de madeira escura da casa, e a maçaneta era dourada com adornos, Emma dizia ser " a maçaneta do saber".

Constance rodou a maçaneta e entrou no cômodo.

A biblioteca era comprida, ela era gigantesca, maior que a biblioteca da vila se duvidar. várias estantes de madeira escura, com inúmeros livros de variados assuntos. Possuía três grandes mesas de madeira de nogueira, com abajures de banqueiros verdes , onde nós estudávamos com os professores particulares. No lado esquerdo da biblioteca, duas grandes janelas envidraçadas por onde entrava a luz forte daquele dia.

Mas uma delas estava aberta, e no chão havia um rapaz de cabelos tão negros que chegavam a ser azuis, com um terno preto que estava sujo pelo chão. Ele estava esparramado pelo chão, como se tivesse acabado de escalar a parte mais elevada da casa, e com o impulso do corpo, ter se jogado na janela e caindo no piso. ele parecia com dor, e muito suado.

Constance olhou para o lado e viu um cabideiro, ao lado dele tinha uma bengala. Ela empunhou a bengala e foi se aproximando devagar, com a Renée atrás. A mais ou menos um metro é meio, o invasor levantou o rosto.

Ele tinha olhos azuis, um cabelo negro com brilhantina, que foi desarrumado com o impacto ou correria. Um nariz afilhadinho, e lábios finos rosados. Ele sorriu, dentes retos e brancos como a neve. Era o Daniel.

— Mas o que você fez? gritou a Renée.

— Oi para você também irmãzinha. — Dizia Daniel, se levantando aos poucos, ainda com dor.

Constance olha para tudo isso e interroga:

— Poderia me explicar o porquê de você ter escalado a fachada lateral da casa, e entrado pela janela?

— você não deveria está cortando lenha? questionou Renée.

— É uma longa história...

— então passe a contar agora rapazinho.

Daniel suspirou, deu uma ajeitada no paletó e começou a contar.

— Renée, você sabe que eu não gosto muito de gastar energia...

— Todo mundo sabe que você é um preguiçoso, Daniel. — Interrompeu Renée, cruzando os braços e olhando com julgamento.

Daniel abriu a boca com uma ofensa fingida.

— Prossiga. — dizia Constance com uma voz cansada.

— Ok, falando a verdade: Eu matei o trabalho. Eu deveria está cortando lenha com o Ramón, mas eu saí de fininho para fazer algo mais divertido.

— E o que era? — perguntou Constance, colocando as mãos na cintura.

Daniel esboçou um rosto de constrangimento e coçando a nuca.

— Deixa eu adivinha: Você está na casa de alguma moça esbelta, flertando com a mesma e sendo um cafajeste iludindo os sentimentos dela?

Daniel é péssimo em mentir, o rosto dele já entregava tudo.

— Tsc, Patife. Dizia Renée com decepção.

— Patife não! Admirador da beleza feminina! — apontoava para Renée, ofendido.

Ela revira os olhos.

— Quer que eu te chame de quer? de Dapper? Cafajeste!

— Combina muito mais comigo. — Diz ele passando a mão no cabelo, vaidosamente.

Renée se aproximava com raiva, iria começar uma discussão, mas Constance impediu com o braço.

— Ok, ok, sem brigas! Continue Daniel.

— Bem, eu fui na casa dos Lovejoy, e pulei a janela da filha mais nova deles, a Delphine. Conversamos um pouco, um diálogo muito agradável, até o irmão mais velho dela entrar no quarto. Pulei a janela, corri cerca de dez quilômetros fugindo dele.

Mentira, foram Três é meio, Ramón mediu com hodômetro do carro.

— como não podia entrar pela frente, se não meu pai veria que não estava trabalhando, eu entrei pela lateral da casa.

Constance ficou imensamente espantada, de forma negativa, com a sem-vergonhice do meu irmão.

— Daniel, você não tem ideia do que você acabou de fazer? E nem estou falando do fato de ter fugido do trabalho! Você não pode entrar pela janela do quarto de uma dama! você tem noção o quanto deixou ela constrangida? — Constance elevou a voz.

— Mas foi ela que me convidou por uma carta! — argumentou Daniel

— Mesmo assim, mesmo ela tendo te convidado, você tem que ter malicia. Eu presumo que você tenha o mínimo de decência e inteligência em ver que isso não se faz! Você é um Winterboure, você tem uma reputação a zelar, suas atitudes não afetam apenas você.

Daniel não gostou muito das palavras de Constance, mas ele me contou que refletiu seus atos e ficou minimante arrependido, uma prova que ele tem cérebro.

— Eu vou contar para seu pai para tomar providencias, e depois vamos na casa dos Lovejoy e você vai pedir desculpas para Miss lovejoy e seu irmão, entendeu?

Daniel ficou em Silencio.

— Entendeu? — repetiu Constance

— Sim, senhora.

— Ótimo, agora vá ajudar seu irmão, se não que ele já tenha terminado.

Daniel saiu de cabeça baixa.

— Você tem moral — Dizia Renée, com um sorrisinho de canto.

— Obrigada — Sorriu de volta Constance.

Então alguém entrou na biblioteca, elas se viraram, era Jin Han

— Falta dez minutos para a hora do chá, vocês tem que arrumar a mesa!

Constance e Renée se olharam, saíram da biblioteca.


Elas arrumaram a mesa do lado de fora. Uma toalha branca com rendas, em cima dela louças de porcelana chinesas, com desenhos de dragões e flores vermelhas. elas colocaram os biscoitos e o bule de chá, estava como a mesa do Chapeleiro maluco.

— São 16:00 em ponto, logo todos vem — Renée dizia enquanto consultava no relógio de aço.

É realmente vieram, aos poucos.

Primeiro veio Phillips, parecendo cansado. Depois veio Ricardo, com as roupas manchadas de tinta vermelha em um avental, depois Ramon, que estava apenas com os suspensórios e um goggles na cabeça. Jin Han tentava roubava biscoitos discretamente, mas eu o impedia, porque se eu não posso comer antes da hora, ninguém pode. Emma estava entretida lendo "a dama das camélias" — que me perdoe irmã, mas é livro muito melodramático — Sarah olhava as últimas tendencias de moda na British Vogue, Lisandra estava conversava com Daniel, de forma intimidadora, provavelmente dando outra bronca nele, e por fim estava Tallulah, desenhando borboletas tortas em um caderno.

— Parece estar bons esses biscoitos. — Diz Phillips se sentando.

— agradeço Mr. Winterboure.

— Sarah, tire os cotovelos da mesa e deixe as roupas por um momento, e Emma, não é hora para literatura francesa.

Constance servia o chá enquanto ele falava.

— Mas estou quase terminando o capítulo!

— Você vai ter a tarde inteira para terminar.

Phillips leva a xicara a boca.

Emma fecha o livro, emburrada.

Eu começo a me entupir de biscoitos, já que estava morrendo de fome. Eu nem percebi que Constance se aproximou de Tallulah, se abaixou um pouco e perguntou:

— Querida, a senhorita pode me indicar onde fica o quarto da governanta?

— Claro! — Diz Tallulah sorrindo.

A parti daqui eu escrevo pelos relatos da Tallulah.

Tallulah saiu na frente, e Constance á seguiu. Passaram pela sala de jantar, entraram em um arco circular, e chegaram em um corredor. Nesses corredor possuía três portas, as duas primeiras eram o banheiro social e a dispensa que guardavam as louças, e a última era o quarto.

Tallulah abre a porta.

O quarto era simples. Um armário de madeira para guardar as roupas e bens pessoais, uma cama com um lençol e cobertor vermelho, e em cima delas duas malas, uma janela estreita que passava poucos raios solares e um tapete da mesma cor do lençol.

— Ramón colocou suas malas já aqui, espero que a senhorita tenha uma boa estadia — levantava os braços enquanto mostrava.

— Ah, obrigada pela gentileza! Mas é melhor você voltar lá para fora, Renée se esforçou para fazer biscoitos deliciosos!

Ela saiu do quarto, saltitando como uma lebre, a inocência é uma benção, te faz tão feliz.

Constance começa a desfazer as malas, colocando seus poucos recursos no armário, eu suponho.

Mas no fundo na segunda mala tinha um objeto interessante: um terço e uma bíblia minúscula.

ela não guardou o terço, em vez disso pegou ele, ajoelhou-se e colocou as mãos na cama, e começou a orar.

"Deus, eu lhe agradeço por enviar um samaritano para me acolher, pai. Obrigada por enviar esse bom homem e ter me dado esse trabalho, eu lhe imploro pai, interceda para esse homem se agradar de mim e eu ter uma boa relação com seus filhos, peço-lhe que abençoe minha mãe e meu irmão, Rogo para ter uma boa refeição e..."

Meu pai encosta no batente da porta, ele escutou a oração.

— Por que está orando aqui?

Constance se levanta depressa, escondendo o terço atrás de si.

— Mr. Winterboure! me desculpe senhor, eu juro que...

— Eu fiz uma pergunta.— Dizia ele serenamente.

— Eu não queria atrapalha a refeição do senhor e de seus filhos. — Dizia ela cabisbaixa.

— Mas não estaria atrapalhando, apenas orasse baixo, mas ninguém te daria advertência.

Ela olha para cima.

— Certeza?

— Absoluta, a sua fé não me incomoda, senhorita Murdock. Desde que não exija que os outros a sigam, não vejo por que deveria impedi-la de praticá-la, e minha suposição de que seus biscoitos estavam bons foi confirmada, estavam apetitosos.

— Não é só mérito meu, sua filha Renée demostra um talento extraordinário para culinária.

— Fico feliz com isso, parece que senhorita está se dando bem com eles.

— A maioria...

Aposto que ela deu um sorriso torto e pensou imediatamente em mim, digo, presumo.

— Venha, quero ouvir suas histórias da Irlanda.

Quando Constance e Phillips saíram do quarto, encontraram Tallulah do lado de fora, com a borda de um copo encostada na parede e o ouvido junto ao fundo do vidro.

— Tallulah, já não te disse que não pode ouvir conversas entre adultos? — Dizia Phillips, sério.

— Desculpa, e porque ela começou a falar sozinha e eram palavras bonitas, então resolvi ficar.

Phillips suspirava.

— Venha, vamos comer, e talvez ver suas borboletas.

E eles foram em direção a parte de fora, com Constance andando com o terço nas mãos.

Mas eles param, uma batida na porta.

Thoughts

  • maratonista

    Bah, dez quilômetros na boca do Daniel e três e meio no hodômetro do Ramón. O irmão mediu só pra desmentir, isso é amor de irmão 😂

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  • OtavioBrandao

    O Phillips deixar a Constance rezar com a ressalva de que ela não cobre isso de ninguém tem cara de patrão inglês de 1929 diante de uma governanta irlandesa católica: generoso, mas com cláusula. Aposto que ela ainda esconde o terço por uns capítulos, porque pediu desculpa antes de ele dizer qualquer coisa.

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