Bah, dez quilômetros na boca do Daniel e três e meio no hodômetro do Ramón. O irmão mediu só pra desmentir, isso é amor de irmão 😂
capítulo 5: Cafajeste.
Pensamento
Bah, dez quilômetros na boca do Daniel e três e meio no hodômetro do Ramón. O irmão mediu só pra desmentir, isso é amor de irmão 😂
Conteúdo da publicação
Caros colegas ,imagino que ficaram apostando em quem tinha caído naquele dia , sei disso porque vi os rapazes do primeiro ano jogando. Bem, sinto em informar que o garoto de nariz de batata perdeu boas vinte e duas libras apostando em mim. Não apostem, sério, é estupidez.
Quando minha mãe e a Renée ouviram o baque, foram imediatamente para onde o barulho foi ressoado. Elas identificaram que o barulho vinha do primeiro andar da biblioteca. Elas saíram da cozinha, passaram pelo corredor com quadros pintados nossos na parede, e chegaram na porta. A porta era de carvalho branco, o que contrastava com a paleta de madeira escura da casa, e a maçaneta era dourada com adornos, Emma dizia ser " a maçaneta do saber".
Constance rodou a maçaneta e entrou no cômodo.
A biblioteca era comprida, ela era gigantesca, maior que a biblioteca da vila se duvidar. várias estantes de madeira escura, com inúmeros livros de variados assuntos. Possuía três grandes mesas de madeira de nogueira, com abajures de banqueiros verdes , onde nós estudávamos com os professores particulares. No lado esquerdo da biblioteca, duas grandes janelas envidraçadas por onde entrava a luz forte daquele dia.
Mas uma delas estava aberta, e no chão havia um rapaz de cabelos tão negros que chegavam a ser azuis, com um terno preto que estava sujo pelo chão. Ele estava esparramado pelo chão, como se tivesse acabado de escalar a parte mais elevada da casa, e com o impulso do corpo, ter se jogado na janela e caindo no piso. ele parecia com dor, e muito suado.
Constance olhou para o lado e viu um cabideiro, ao lado dele tinha uma bengala. Ela empunhou a bengala e foi se aproximando devagar, com a Renée atrás. A mais ou menos um metro é meio, o invasor levantou o rosto.
Ele tinha olhos azuis, um cabelo negro com brilhantina, que foi desarrumado com o impacto ou correria. Um nariz afilhadinho, e lábios finos rosados. Ele sorriu, dentes retos e brancos como a neve. Era o Daniel.
— Mas o que você fez? gritou a Renée.
— Oi para você também irmãzinha. — Dizia Daniel, se levantando aos poucos, ainda com dor.
Constance olha para tudo isso e interroga:
— Poderia me explicar o porquê de você ter escalado a fachada lateral da casa, e entrado pela janela?
— você não deveria está cortando lenha? questionou Renée.
— É uma longa história...
— então passe a contar agora rapazinho.
Daniel suspirou, deu uma ajeitada no paletó e começou a contar.
— Renée, você sabe que eu não gosto muito de gastar energia...
— Todo mundo sabe que você é um preguiçoso, Daniel. — Interrompeu Renée, cruzando os braços e olhando com julgamento.
Daniel abriu a boca com uma ofensa fingida.
— Prossiga. — dizia Constance com uma voz cansada.
— Ok, falando a verdade: Eu matei o trabalho. Eu deveria está cortando lenha com o Ramón, mas eu saí de fininho para fazer algo mais divertido.
— E o que era? — perguntou Constance, colocando as mãos na cintura.
Daniel esboçou um rosto de constrangimento e coçando a nuca.
— Deixa eu adivinha: Você está na casa de alguma moça esbelta, flertando com a mesma e sendo um cafajeste iludindo os sentimentos dela?
Daniel é péssimo em mentir, o rosto dele já entregava tudo.
— Tsc, Patife. Dizia Renée com decepção.
— Patife não! Admirador da beleza feminina! — apontoava para Renée, ofendido.
Ela revira os olhos.
— Quer que eu te chame de quer? de Dapper? Cafajeste!
— Combina muito mais comigo. — Diz ele passando a mão no cabelo, vaidosamente.
Renée se aproximava com raiva, iria começar uma discussão, mas Constance impediu com o braço.
— Ok, ok, sem brigas! Continue Daniel.
— Bem, eu fui na casa dos Lovejoy, e pulei a janela da filha mais nova deles, a Delphine. Conversamos um pouco, um diálogo muito agradável, até o irmão mais velho dela entrar no quarto. Pulei a janela, corri cerca de dez quilômetros fugindo dele.
Mentira, foram Três é meio, Ramón mediu com hodômetro do carro.
— como não podia entrar pela frente, se não meu pai veria que não estava trabalhando, eu entrei pela lateral da casa.
Constance ficou imensamente espantada, de forma negativa, com a sem-vergonhice do meu irmão.
— Daniel, você não tem ideia do que você acabou de fazer? E nem estou falando do fato de ter fugido do trabalho! Você não pode entrar pela janela do quarto de uma dama! você tem noção o quanto deixou ela constrangida? — Constance elevou a voz.
— Mas foi ela que me convidou por uma carta! — argumentou Daniel
— Mesmo assim, mesmo ela tendo te convidado, você tem que ter malicia. Eu presumo que você tenha o mínimo de decência e inteligência em ver que isso não se faz! Você é um Winterboure, você tem uma reputação a zelar, suas atitudes não afetam apenas você.
Daniel não gostou muito das palavras de Constance, mas ele me contou que refletiu seus atos e ficou minimante arrependido, uma prova que ele tem cérebro.
— Eu vou contar para seu pai para tomar providencias, e depois vamos na casa dos Lovejoy e você vai pedir desculpas para Miss lovejoy e seu irmão, entendeu?
Daniel ficou em Silencio.
— Entendeu? — repetiu Constance
— Sim, senhora.
— Ótimo, agora vá ajudar seu irmão, se não que ele já tenha terminado.
Daniel saiu de cabeça baixa.
— Você tem moral — Dizia Renée, com um sorrisinho de canto.
— Obrigada — Sorriu de volta Constance.
Então alguém entrou na biblioteca, elas se viraram, era Jin Han
— Falta dez minutos para a hora do chá, vocês tem que arrumar a mesa!
Constance e Renée se olharam, saíram da biblioteca.
Elas arrumaram a mesa do lado de fora. Uma toalha branca com rendas, em cima dela louças de porcelana chinesas, com desenhos de dragões e flores vermelhas. elas colocaram os biscoitos e o bule de chá, estava como a mesa do Chapeleiro maluco.
— São 16:00 em ponto, logo todos vem — Renée dizia enquanto consultava no relógio de aço.
É realmente vieram, aos poucos.
Primeiro veio Phillips, parecendo cansado. Depois veio Ricardo, com as roupas manchadas de tinta vermelha em um avental, depois Ramon, que estava apenas com os suspensórios e um goggles na cabeça. Jin Han tentava roubava biscoitos discretamente, mas eu o impedia, porque se eu não posso comer antes da hora, ninguém pode. Emma estava entretida lendo "a dama das camélias" — que me perdoe irmã, mas é livro muito melodramático — Sarah olhava as últimas tendencias de moda na British Vogue, Lisandra estava conversava com Daniel, de forma intimidadora, provavelmente dando outra bronca nele, e por fim estava Tallulah, desenhando borboletas tortas em um caderno.
— Parece estar bons esses biscoitos. — Diz Phillips se sentando.
— agradeço Mr. Winterboure.
— Sarah, tire os cotovelos da mesa e deixe as roupas por um momento, e Emma, não é hora para literatura francesa.
Constance servia o chá enquanto ele falava.
— Mas estou quase terminando o capítulo!
— Você vai ter a tarde inteira para terminar.
Phillips leva a xicara a boca.
Emma fecha o livro, emburrada.
Eu começo a me entupir de biscoitos, já que estava morrendo de fome. Eu nem percebi que Constance se aproximou de Tallulah, se abaixou um pouco e perguntou:
— Querida, a senhorita pode me indicar onde fica o quarto da governanta?
— Claro! — Diz Tallulah sorrindo.
A parti daqui eu escrevo pelos relatos da Tallulah.
Tallulah saiu na frente, e Constance á seguiu. Passaram pela sala de jantar, entraram em um arco circular, e chegaram em um corredor. Nesses corredor possuía três portas, as duas primeiras eram o banheiro social e a dispensa que guardavam as louças, e a última era o quarto.
Tallulah abre a porta.
O quarto era simples. Um armário de madeira para guardar as roupas e bens pessoais, uma cama com um lençol e cobertor vermelho, e em cima delas duas malas, uma janela estreita que passava poucos raios solares e um tapete da mesma cor do lençol.
— Ramón colocou suas malas já aqui, espero que a senhorita tenha uma boa estadia — levantava os braços enquanto mostrava.
— Ah, obrigada pela gentileza! Mas é melhor você voltar lá para fora, Renée se esforçou para fazer biscoitos deliciosos!
Ela saiu do quarto, saltitando como uma lebre, a inocência é uma benção, te faz tão feliz.
Constance começa a desfazer as malas, colocando seus poucos recursos no armário, eu suponho.
Mas no fundo na segunda mala tinha um objeto interessante: um terço e uma bíblia minúscula.
ela não guardou o terço, em vez disso pegou ele, ajoelhou-se e colocou as mãos na cama, e começou a orar.
"Deus, eu lhe agradeço por enviar um samaritano para me acolher, pai. Obrigada por enviar esse bom homem e ter me dado esse trabalho, eu lhe imploro pai, interceda para esse homem se agradar de mim e eu ter uma boa relação com seus filhos, peço-lhe que abençoe minha mãe e meu irmão, Rogo para ter uma boa refeição e..."
Meu pai encosta no batente da porta, ele escutou a oração.
— Por que está orando aqui?
Constance se levanta depressa, escondendo o terço atrás de si.
— Mr. Winterboure! me desculpe senhor, eu juro que...
— Eu fiz uma pergunta.— Dizia ele serenamente.
— Eu não queria atrapalha a refeição do senhor e de seus filhos. — Dizia ela cabisbaixa.
— Mas não estaria atrapalhando, apenas orasse baixo, mas ninguém te daria advertência.
Ela olha para cima.
— Certeza?
— Absoluta, a sua fé não me incomoda, senhorita Murdock. Desde que não exija que os outros a sigam, não vejo por que deveria impedi-la de praticá-la, e minha suposição de que seus biscoitos estavam bons foi confirmada, estavam apetitosos.
— Não é só mérito meu, sua filha Renée demostra um talento extraordinário para culinária.
— Fico feliz com isso, parece que senhorita está se dando bem com eles.
— A maioria...
Aposto que ela deu um sorriso torto e pensou imediatamente em mim, digo, presumo.
— Venha, quero ouvir suas histórias da Irlanda.
Quando Constance e Phillips saíram do quarto, encontraram Tallulah do lado de fora, com a borda de um copo encostada na parede e o ouvido junto ao fundo do vidro.
— Tallulah, já não te disse que não pode ouvir conversas entre adultos? — Dizia Phillips, sério.
— Desculpa, e porque ela começou a falar sozinha e eram palavras bonitas, então resolvi ficar.
Phillips suspirava.
— Venha, vamos comer, e talvez ver suas borboletas.
E eles foram em direção a parte de fora, com Constance andando com o terço nas mãos.
Mas eles param, uma batida na porta.
Thoughts
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PermalinkBah, dez quilômetros na boca do Daniel e três e meio no hodômetro do Ramón. O irmão mediu só pra desmentir, isso é amor de irmão 😂
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PermalinkO Phillips deixar a Constance rezar com a ressalva de que ela não cobre isso de ninguém tem cara de patrão inglês de 1929 diante de uma governanta irlandesa católica: generoso, mas com cláusula. Aposto que ela ainda esconde o terço por uns capítulos, porque pediu desculpa antes de ele dizer qualquer coisa.
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