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OS GUERREIROS DA LUZ, um só CRIADOR.

Eduardo13

Conteúdo da publicação

OS GUERREIROS DA LUZ

Capítulo — O Guerreiro de Asgard

A chegada de Balder

1. O observador oculto

Nas profundezas do antigo santuário, os cinco deuses continuavam reunidos.

Ra caminhava diante do trono, enquanto Anúbis observava os símbolos gravados nas paredes. Cernunnos permanecia próximo às raízes ancestrais, Aserá contemplava as chamas de um altar e Quetzalcóatl movimentava lentamente suas enormes asas emplumadas.

Nenhum deles percebeu que uma sexta presença estivera ali desde o início.

Uma sombra se desprendeu de uma coluna de pedra.

Um olho brilhante surgiu na escuridão.

Era Odin, o Pai de Todos.

O senhor de Asgard havia acompanhado toda a reunião, mas não pretendia revelar sua presença.

— Avarentos... — murmurou.

Seu único olho observava aqueles que se consideravam donos dos destinos humanos.

— Cada um preocupado com seu próprio reino, seu próprio poder e sua própria glória. Ainda não compreenderam que nenhum de nós é o Criador.

Odin conhecia muito bem os limites dos deuses.

Seu filho Thor já havia escolhido lutar ao lado dos homens, protegendo a humanidade contra ameaças que ultrapassavam sua compreensão. Odin não interferia nas religiões humanas, não exigia adoração e tampouco pretendia disputar o lugar do Deus Supremo.

Ele acreditava que havia uma autoridade acima de todos os panteões.

E Zeus, apesar de suas diferenças, compartilhava desse entendimento.

— Vishnu começou a compreender. Zeus já conhece essa verdade. Mas os outros estão caminhando para uma guerra que não precisam travar.

Odin ergueu sua mão.

Um pequeno corvo negro apareceu sobre seu ombro.

— Huginn, leve uma mensagem a Asgard. É hora de enviar alguém.

2. O chamado de Balder

No reino de Asgard, um guerreiro treinava sozinho diante das muralhas douradas.

Era Balder, filho de Odin, conhecido por sua coragem e por sua natureza luminosa. Diferentemente de muitos deuses guerreiros, não buscava guerras nem conquistas. Sua força estava acompanhada de honra e sabedoria.

O corvo pousou próximo a ele.

Balder interrompeu o treinamento.

— Uma mensagem de meu pai?

O pássaro abriu as asas e desapareceu em uma nuvem de fumaça.

A voz de Odin ecoou pelo salão:

— Filho, os antigos deuses estão se reunindo. Ra, Anúbis, Cernunnos, Aserá e Quetzalcóatl estão formando uma aliança. Não confio nas intenções deles.

Balder ergueu o rosto.

— Desejam enfrentar os Guerreiros da Luz?

— Talvez. Mas existe algo ainda mais perigoso: acreditam que podem determinar o destino de toda a criação.

— E Thor?

— Teu irmão já escolheu seu caminho. Ele continuará protegendo os homens. Tu terás outra missão. Encontrarás Superion, a Ceifadora de Atena, Petrus e os demais guerreiros. Deverás adverti-los sobre a reunião dos antigos deuses.

Balder ficou em silêncio.

— E se houver combate?

— Então lutarás. Mas lembra-te, filho: não somos os donos da criação. Somos apenas parte dela.

3. A armadura Sigmund

Odin apareceu pessoalmente diante do filho.

Em suas mãos carregava uma armadura ancestral, guardada durante incontáveis eras nas profundezas de Asgard.

Era a armadura Sigmund.

As peças flutuaram ao redor de Balder.

O peitoral dourado e prateado encaixou-se sobre seu corpo. Placas articuladas protegeram seus braços e pernas. Runas antigas começaram a brilhar nas ombreiras, enquanto um manto branco surgiu sobre suas costas.

Um elmo de desenho majestoso completou a vestimenta.

A armadura parecia viva, respondendo à energia de seu portador.

Odin colocou a mão sobre o peito do filho.

— Esta armadura foi forjada para resistir às tormentas dos mundos antigos. Seu nome é Sigmund. Ela não representa a conquista, mas a resistência diante da escuridão.

Em seguida, Odin apresentou uma lança.

Seu cabo era ornamentado com inscrições rúnicas, e sua ponta emitia uma luz azulada, como se tempestades inteiras estivessem aprisionadas dentro dela.

— Esta é a minha lança, a Destruidora de Tormentas.

Balder segurou a arma.

Um trovão percorreu o salão.

— Ela possui o poder de romper barreiras mágicas, atravessar defesas sobrenaturais e dissipar tempestades de energia. Mas não a utilizes por orgulho, meu filho.

Balder ajoelhou-se.

— Não falharei, pai.

Odin colocou a mão sobre seu ombro.

— Não preciso que sejas invencível. Preciso que sejas sábio.

4. Uma mensagem aos Guerreiros da Luz

Na Terra, Superion, a Ceifadora de Atena e Petrus estavam reunidos com Charshnu.

Vishnu havia retornado ao seu domínio cósmico, mas deixara seu novo guerreiro sob a responsabilidade de acompanhar os acontecimentos.

De repente, o céu se abriu.

Uma enorme fenda azul apareceu sobre as montanhas.

Um guerreiro desceu lentamente, envolvido por relâmpagos prateados.

Balder pousou diante deles.

Petrus imediatamente reconheceu a aparência nórdica da armadura.

— Asgard...

Superion avançou.

— Quem é você?

Balder fincou sua lança no solo.

— Sou Balder, filho de Odin, príncipe de Asgard. Venho trazer uma advertência de meu pai.

A Ceifadora observou a arma.

— Odin sabe sobre o conselho dos antigos deuses?

— Sabe mais do que vocês imaginam. Ele estava presente no santuário. Ouviu cada palavra, mas decidiu não se revelar.

Charshnu deu um passo à frente.

— E qual é a posição de Odin?

Balder olhou para os quatro guerreiros.

— Meu pai não deseja participar da disputa por poder entre os panteões. Ele reconhece que existe um Criador acima de todos nós. Thor, meu irmão, já luta ao lado da humanidade. E agora eu também me juntarei a vocês.

Superion estendeu a mão.

— Então seja bem-vindo, Balder.

O guerreiro apertou sua mão.

Mas Balder ainda tinha uma última informação.

— Existe algo que vocês precisam saber. Meu pai acredita que o conselho não está completo. Há uma presença influenciando os antigos deuses, alguém que não revelou seu verdadeiro objetivo.

Petrus apertou sua lança.

— Quem?

Balder olhou para o horizonte.

— Odin ainda não conseguiu descobrir. Mas acredita que essa força deseja provocar uma guerra entre os deuses para se alimentar do conflito.

Naquele instante, a Destruidora de Tormentas brilhou.

Uma voz distante, quase imperceptível, atravessou o céu:

— Reúnam seus guerreiros... O tempo das antigas divindades está chegando ao fim.

Balder ergueu a lança.

— Parece que nossa missão começou.

Fim do capítulo — O Guerreiro de Asgard.

Na próxima batalha, os Guerreiros da Luz descobrirão que nem todos os deuses antigos desejam se curvar... e que alguém está manipulando seus medos.

Personagens agora reunidos: Superion, Ceifadora de Atena, Petrus, Charshnu e Balder.

E Odin permanece nas sombras, observando os acontecimentos.

OS GUERREIROS DA LUZ

A GRANDE GUERRA DOS PANTEÕES

Capítulo — Ishtar, a Rainha das Sombras

5.200 anos de conspiração. Uma guerra preparada durante o sono dos deuses. E uma filha de Astiel.

1. A verdadeira arquiteta

Muito antes de Vishnu despertar sobre a serpente Shesha, muito antes de Zeus governar o Olimpo e de Odin erguer seu reino em Asgard, uma antiga divindade já observava os movimentos dos céus.

Seu nome era Inanna.

Também conhecida como Ishtar, a Rainha do Céu.

Nas antigas terras de Kengir, entre os povos que se chamavam Saggjiga, o povo da cabeça preta, seu nome era pronunciado com reverência e temor.

Era adorada em Uruk. Recebia oferendas, templos e cânticos. Representava o amor, a fertilidade, a paixão e a guerra.

Mas havia algo que seus adoradores desconheciam.

Ishtar não desejava apenas ser adorada.

Ela desejava governar.

Durante 5.200 anos, enquanto outros deuses se recolhiam, disputavam territórios ou permaneciam adormecidos, ela trabalhava nas sombras.

Instigava rivalidades, alimentava ressentimentos, aproximava divindades que jamais deveriam confiar umas nas outras.

Ra acreditava estar defendendo seu domínio.

Anúbis temia perder sua autoridade sobre os mortos.

Cernunnos queria preservar os antigos domínios da natureza.

Aserá desejava recuperar o prestígio dos antigos cultos.

Quetzalcóatl enxergava uma ameaça ao seu legado.

Mas nenhum deles compreendia que estavam sendo conduzidos por uma única vontade.

Ishtar.

E havia uma razão para tanto ódio.

Seu pai não era um deus comum.

Era Astiel.

O anjo caído, o demônio ancestral que havia enfrentado os Guerreiros da Luz e sido derrotado pela união das forças celestiais.

A filha herdara algo muito mais perigoso que seus poderes.

Herdara seu ressentimento contra o Criador.

2. O segredo de Astiel

Em uma dimensão esquecida, onde a luz parecia ter sido expulsa para sempre, Ishtar caminhava por um corredor de pedra negra.

No final havia uma enorme porta selada.

Símbolos celestiais cobriam sua superfície.

Ela colocou a mão sobre o selo.

— Pai...

Nenhuma resposta.

— Durante milhares de anos, fiz aquilo que você me ensinou. Esperei. Observei. Reuni os antigos. Fiz com que acreditassem que suas causas eram próprias, que suas guerras eram necessárias.

Uma pequena chama vermelha surgiu entre seus dedos.

— Mas os Guerreiros da Luz estão novamente reunidos. Vishnu já começou a compreender. Odin enviou Balder. Zeus está do lado deles.

Ela aproximou o rosto da porta.

— Não permitirei que tudo termine como terminou para você.

Do outro lado, algo se movimentou.

Uma voz profunda atravessou o selo:

— Ishtar...

Ela fechou os olhos.

Era a voz de Astiel.

— Minha filha... ainda estás seguindo o caminho que te ensinei?

— Sim, meu pai.

— E os deuses?

— Estão reunidos. Acreditam que lutam por seus próprios reinos. Não sabem que os conduzo há milênios.

Um silêncio pesado tomou conta da dimensão.

— Então chegou a hora — disse Astiel. — O Criador precisa compreender que os antigos poderes não desaparecerão sem resistência.

Ishtar sorriu.

— Eu não desejo apenas resistir, pai. Quero que todos os deuses se levantem contra Ele.

A voz respondeu:

— Cuidado, filha. Não subestimes Aquele que nos derrotou.

O sorriso de Ishtar desapareceu.

— Eu não sou você, pai. Aprendi com sua derrota.

3. A reunião dos antigos

No santuário, Ra interrompeu a conversa.

— Existe algo que ainda não discutimos. Quem convocou verdadeiramente este conselho?

Anúbis olhou para ele.

— A mensagem chegou até mim por intermédio de antigos sacerdotes.

Cernunnos ergueu seus chifres.

— A mim, foi uma voz que veio das raízes mais profundas da floresta.

Quetzalcóatl abriu suas asas.

— Eu recebi um chamado durante meu sono.

Aserá permaneceu em silêncio.

Então, uma risada feminina ecoou pelo salão.

As chamas do altar se tornaram vermelhas.

Uma mulher surgiu no alto da escadaria.

Vestia uma armadura dourada e vermelha, adornada com pedras de lápis-lazúli. Uma coroa de chifres repousava sobre sua cabeça. Seus olhos brilhavam como duas estrelas azuis.

Era Ishtar.

Ra imediatamente se levantou.

— A Rainha do Céu!

Ela desceu lentamente.

Anúbis inclinou a cabeça.

— Por que não nos disse que participaria do conselho?

Ishtar sorriu.

— Porque não queria que minha presença influenciasse suas decisões.

Cernunnos bateu o cajado no chão.

— Você está mentindo.

O sorriso dela diminuiu.

— Cuidado com suas palavras, senhor das florestas.

— Minhas raízes sentiram sua presença muito antes de você chegar. Existe uma escuridão acompanhando seus passos.

Quetzalcóatl avançou.

— Quem é você realmente, Ishtar?

A deusa ergueu os braços.

Uma energia avermelhada atravessou o salão.

— Sou aquela que os manteve unidos. Sou aquela que impediu que seus nomes desaparecessem. Sou aquela que preparou esta guerra enquanto vocês dormiam!

Ra ficou imóvel.

— Guerra?

Ishtar abriu um sorriso.

— Sim! Uma guerra contra a nova ordem. Contra aqueles que acreditam que todos devemos reconhecer uma autoridade acima de nós!

Aserá deu um passo para trás.

— Você nos manipulou?

— Eu lhes ofereci um propósito!

Ra ergueu seu disco solar.

— E por que deseja enfrentar o Criador?

Pela primeira vez, Ishtar deixou escapar sua verdadeira motivação.

— Porque sou filha daquele que foi derrotado por Ele, por seus campeões humanos!

O salão inteiro estremeceu.

— Meu pai é Astiel! E vocês serão os instrumentos da minha vingança!

4. A revelação

Anúbis desembainhou sua arma.

— Astiel está derrotado. Sua escuridão não tem lugar entre nós!

Ishtar levantou uma das mãos.

Uma imagem gigantesca apareceu acima do santuário.

Era Astiel, com seus seis olhos, seus chifres retorcidos e suas asas de fumaça infernal.

— Meu pai não está esquecido — declarou ela. — E sua derrota será vingada.

Ra reuniu energia solar.

— Você nos convocou para uma guerra sem nos contar a verdade!

— Vocês foram convocados porque são orgulhosos! Cada um acredita que seu poder merece reconhecimento. Eu apenas dei direção àquilo que já existia dentro de vocês!

Cernunnos começou a fazer as raízes crescerem pelo salão.

— Não falarei por todos, mas não permitirei que a natureza seja usada para alimentar sua vingança.

Quetzalcóatl abriu as asas.

— Também não lutarei por um demônio.

Ishtar observou os presentes.

Alguns ainda estavam confusos. Outros começavam a compreender o tamanho da manipulação.

Ela ergueu os braços e uma explosão de energia vermelha atingiu o teto.

— Então escolham! Juntem-se a mim ou permaneçam ao lado daqueles que desejam apagar a antiga era!

Uma gargalhada ecoou na dimensão.

A imagem de Astiel desapareceu.

Mas sua voz permaneceu:

— Minha filha... chegou a hora de despertar aquilo que escondemos.

Ishtar fechou os olhos.

— Sim, pai.

5. O aviso chega aos Guerreiros da Luz

Enquanto isso, em outro ponto do universo, Balder conversava com Superion.

Destruidora de Tormentas começou a vibrar.

O guerreiro nórdico segurou a lança.

— Há algo errado.

Charshnu percebeu uma alteração nos cristais que flutuavam ao redor de sua armadura.

Um deles ficou completamente vermelho.

Petrus olhou para o céu.

— Essa energia...

Superion reconheceu imediatamente a assinatura sobrenatural.

— Astiel, ele esta tentando voltar.

Balder encarou os companheiros.

— Meu pai tinha razão. Existe alguém manipulando os antigos deuses.

Uma luz celestial atravessou o horizonte.

E, pela primeira vez, os Guerreiros da Luz compreenderam que a ameaça não era simplesmente uma aliança de divindades antigas.

Era uma conspiração de milhares de anos.

Uma guerra preparada por uma filha que desejava vingar o pai.

E agora Ishtar havia revelado seu verdadeiro rosto.

O PRÓXIMO CONFRONTO.

ISHTAR — A FILHA DE ASTIEL

5.200 anos de conspiração.

A manipulação dos antigos panteões.

A tentativa de libertar o poder de Astiel.

Uma guerra contra os Guerreiros da Luz e a nova ordem celestial.

Nem todos os antigos deuses aceitarão participar da vingança. E essa poderá ser a primeira grande divisão entre os panteões.

Continua...

OS GUERREIROS DA LUZ

A GRANDE GUERRA DOS PANTEÕES

Capítulo — A Queda do Deus Celta e o Despertar de Hércules

1. A recusa de Cernunnos

O antigo santuário estava tomado por uma energia avermelhada.

Ishtar permanecia diante dos deuses reunidos. Sua verdadeira identidade havia sido revelada, e agora ela não precisava mais fingir.

Ra segurava seu disco solar. Anúbis empunhava sua arma. Quetzalcóatl mantinha suas asas abertas, enquanto Aserá observava atentamente os acontecimentos.

Cernunnos, o senhor das florestas, caminhou até o centro do salão.

— Ishtar, não participarei dessa guerra.

A deusa virou lentamente o rosto.

— O que disseste?

— Durante eras, os deuses receberam oferendas, construíram templos e governaram povos. Mas agora existe uma verdade que precisamos reconhecer. Não somos os criadores de tudo. Não temos o direito de declarar guerra contra Aquele que nos deu existência.

Ishtar começou a rir.

— Você, senhor das florestas, pretende abandonar seus irmãos?

— Não são meus irmãos aqueles que desejam destruir a criação por orgulho.

A expressão de Ishtar mudou.

— Então morrerás como um traidor!

Ela estendeu a mão, e uma enorme lança de energia vermelha atravessou o salão.

Cernunnos ergueu seu cajado. Raízes gigantescas brotaram do chão, formando uma muralha viva. Mas a energia de Ishtar era muito mais poderosa, pois enquanto o deuses dormiam, ela acumulava energia maligna.

A lança atravessou a proteção e atingiu o deus celta.

O salão foi tomado por uma explosão.

As árvores que acompanhavam sua presença começaram a secar. Seus chifres se partiram, e seu cajado caiu sobre as pedras.

Cernunnos caiu de joelhos.

— Que... a vida... jamais seja escravizada...

Sem ninguém perceber uma pequena semente se fincou entre as fendas do lugar.

Seu corpo se transformou em partículas verdes, que desapareceram no ar.

O deus das florestas havia sido destruído.

Ra recuou, horrorizado.

— Você matou um dos nossos!

Ishtar ergueu o queixo.

— Ele fez sua escolha.

Anúbis desembainhou a arma.

— Então também fizemos a nossa!

2. A guerra começa

Quetzalcóatl lançou-se contra Ishtar, liberando uma tempestade de ventos e relâmpagos.

Ra ergueu seu disco solar e disparou uma coluna de fogo celestial.

Aserá invocou antigas forças da terra.

Ishtar abriu os braços.

Sua armadura dourada se transformou. As pedras azuis de sua coroa ficaram vermelhas, e duas enormes asas de energia surgiram em suas costas.

— Finalmente! Depois de 5.200 anos, não preciso mais esconder minha verdadeira natureza!

O chão se abriu.

Do interior do santuário surgiram criaturas sombrias, guerreiros antigos que haviam servido a Astiel antes de sua derrota que derrubaram os deuses, enquanto a filha de Astiel os aprisionava com correntes de fogo infernal.

A guerra havia começado.

3. Os Guerreiros da Luz entram em combate

Em outro ponto do universo, Balder recebeu uma mensagem de Odin.

— Filho, a guerra começou. Ishtar revelou suas intenções. Os antigos estão sendo conduzidos por sua vingança.

Balder segurou a Destruidora de Tormentas.

— Então chegou nossa hora.

Superion abriu as mãos, liberando a energia de Zeus. Sua armadura azul, branca e verde começou a brilhar.

A Ceifadora de Atena ergueu sua arma, enquanto Charshnu fez seus seis braços se abrirem. Os cristais verdes que flutuavam ao redor de sua armadura começaram a girar.

Petrus invocou os trovões.

— Pelos céus! Que os Guerreiros da Luz avancem!

Uma passagem dimensional foi aberta.

Os cinco atravessaram o portal e chegaram ao santuário.

Superion pousou diante de Ishtar.

— Acabou, Ishtar!

A deusa sorriu.

A deusa sorriu.

— Você deve ser Superion O filho falso de Zeus!A guerreira de Atena! O centurião que abandonou Roma! O filho esquecido de Odin, e agora o pequeno presente de Vishnu!

Charshnu avançou.

— Você não conhece os limites daquilo que está enfrentando.

Ishtar levantou sua mão.

— Conheço muito bem. Seu poder é apenas uma fração do poder de seu senhor!

Uma explosão vermelha atingiu os guerreiros.

Superion foi lançado contra uma coluna. A Ceifadora precisou usar seu escudo para proteger Petrus. Charshnu resistiu, mas sua armadura começou a apresentar rachaduras luminosas.

Balder fincou a lança no chão.

— Reúnam-se!

4. A lança de Odin

A Destruidora de Tormentas começou a emitir uma luz extraordinária.

Balder ergueu a arma acima da cabeça.

— Pelo poder de Odin! Pela proteção de Asgard! Que todas as forças dos justos encontrem um único caminho!

A lança respondeu.

Primeiro veio o trovão de Petrus.

Depois, a energia solar de Superion.

A luz da Ceifadora de Atena percorreu o cabo da arma. Os cristais de Charshnu se desprenderam de sua armadura e começaram a orbitar a ponta da lança.

Uma corrente de energia celestial atravessou o salão.

Balder sentiu uma força imensa percorrer seu corpo.

Não era apenas o poder de Odin.

Era a união das forças daqueles que estavam lutando pela proteção da criação.

— Agora! — gritou Balder.

Superion lançou seu poder solar contra a lança.

Petrus acrescentou os trovões.

A Ceifadora canalizou sua energia celestial.

Charshnu ofereceu a força de Vishnu.

A lança transformou-se em um enorme condutor de energia, reunindo todas aquelas manifestações de poder em um único feixe.

Balder apontou a arma para o céu.

Uma coluna azul, dourada e verde atravessou o santuário.

As criaturas de Astiel foram varridas.

As muralhas começaram a desmoronar.

Ishtar foi atingida e recuou vários metros.

— IMPOSSÍVEL!

Balder respondeu:

— Você passou milênios reunindo deuses por orgulho. Nós reunimos nossas forças por uma causa!

Mas Ishtar ainda não havia sido derrotada.

Ela abriu as asas, e uma sombra gigantesca tomou o céu.

5. Os antigos guerreiros chegam

Uma voz conhecida ecoou no campo de batalha.

— Então é aqui que os demônios estão se escondendo!

Do alto de uma montanha destruída, surgiu um homem de força extraordinária.

Era Sansão.

Seus cabelos haviam crescido novamente, e seus olhos demonstravam uma determinação que ultrapassava qualquer sofrimento passado.

Ao seu lado estava o Cavaleiro de Deus, vestido com sua armadura celestial, carregando sua espada.

Sansão observou as criaturas sombrias.

— Já enfrentei aqueles que adoravam falsos deuses. Não permitirei que esta escuridão domine novamente os homens!

O Cavaleiro de Deus ergueu sua espada.

— A batalha não pertence aos homens nem aos deuses. Pertence à justiça do Altíssimo!

Ele avançou contra as criaturas de Astiel.

Sansão agarrou uma enorme coluna de pedra que havia desabado e a arremessou contra uma formação de demônios.

Superion sorriu.

— Precisávamos de reforços!

Petrus olhou para Sansão.

— É bom tê-lo novamente ao nosso lado!

A batalha se intensificou.

Mas Ishtar estava preparando seu último ataque.

6. A fúria da filha de Astiel

A deusa começou a absorver a energia do próprio santuário.

Seu corpo ficou envolvido por chamas vermelhas. Uma figura gigantesca surgiu atrás dela: uma manifestação sombria da força de Astiel.

— Meu pai enfrentou os poderes celestiais! Vocês o derrotaram, mas não destruíram seu legado!

A energia explodiu.

Superion foi derrubado.

A Ceifadora perdeu sua arma por alguns instantes.

Charshnu teve seus cristais lançados contra as paredes.

Petrus o centurião do trovão tentou erguer sua lança, mas os trovões desapareceram.

Balder fincou a Destruidora de Tormentas no solo, resistindo à pressão.

Sansão avançou, mas foi atingido por uma onda de energia que o lançou contra as pedras.

O Cavaleiro de Deus tentou proteger os companheiros.

Ishtar preparou outro golpe.

— Agora todos conhecerão o poder da filha de Astiel!

Mas, antes que pudesse atacar, ouviu-se um estrondo.

O chão tremeu.

Uma enorme pedra atravessou o céu e atingiu a criatura sombria que protegia Ishtar.

O impacto abriu uma cratera.

Uma voz masculina ecoou:

— Ora, ora... parece que começaram uma festa e esqueceram de me convidar!

Todos olharam para o horizonte.

7. O retorno de Hércules

Um homem caminhava entre as ruínas.

Era alto, musculoso, vestia uma armadura grega de bronze e carregava uma enorme clava. Sobre os ombros trazia uma pele de leão.

Superion arregalou os olhos.

— Hércules?

O recém-chegado sorriu.

— Em carne e osso, filho de Zeus!

Petrus olhou para ele.

— O semideus das doze provas!

Hércules bateu a clava contra a palma da mão.

— Já enfrentei monstros, gigantes e criaturas que acreditavam ser invencíveis. Uma deusa que trabalha para um demônio ancestral não vai me assustar.

Ishtar ergueu a mão.

— Outro filho de Zeus! Seu pai não lhe ensinou a permanecer em seu lugar?

Hércules começou a rir.

— Meu pai me ensinou muitas coisas. Mas uma delas foi que não se deve permitir que monstros destruam os inocentes.

A deusa lançou uma rajada de energia.

Hércules ergueu a clava e rebateu o ataque.

A explosão iluminou o santuário inteiro.

Ele avançou com uma velocidade surpreendente e atingiu o solo diante de Ishtar.

Uma onda de choque atravessou o campo de batalha.

As criaturas sombrias foram lançadas para longe.

Superion se levantou.

— Você veio nos ajudar?

Hércules olhou para ele.

— Zeus me enviou uma mensagem. Disse que seu filho estava precisando de uma mão amiga.

O herói grego olhou para Balder.

— E você deve ser o filho de Odin.

Balder assentiu.

— Balder, príncipe de Asgard.

Hércules estendeu a mão.

— Prazer. Sou Hércules.

Os dois trocaram um cumprimento.

8. A primeira vitória

Ishtar recuou.

Pela primeira vez, seu semblante demonstrava preocupação.

Diante dela estavam:

iante dela estavam:

Superion, o campeão de Zeus.

A Ceifadora de Atena.

Petrus, o Centurião do Trovão.

Charshnu, o guerreiro de Vishnu.

Balder, portador da armadura Sigmund e da Destruidora de Tormentas.

Sansão, o homem de força extraordinária.

O Cavaleiro de Deus.

Hércules o semideus grego.

Oito guerreiros.

Oito forças diferentes.

Uma única batalha.

Hércules apontou sua clava para Ishtar.

— Acabou, deusa. Seu exército está derrotado.

Ishtar sorriu, mesmo diante da situação desfavorável.

— Vocês acreditam que venceram?

Ela abriu as mãos.

Uma enorme imagem de Astiel surgiu sobre o santuário.

— Meu pai ainda não falou sua última palavra!

Balder levantou a lança.

— Então diga a ele que estaremos esperando!

Ishtar desapareceu em uma explosão de energia vermelha.

O santuário começou a desmoronar.

Ra, Anúbis, Aserá e Quetzalcóatl, se libertaram das correntes e abalados pela revelação e pela batalha, desapareceram por diferentes portais.

Cernunnos não estava mais entre eles.

No lugar onde o deus celta havia caído, uma pequena raiz verde começou a brotar entre as pedras.

Charshnu aproximou-se dela.

— Talvez sua essência ainda não tenha desaparecido completamente.

Hércules observou a pequena planta.

— Então ainda existe esperança.

Superion olhou para os guerreiros reunidos.

— Não vencemos a guerra. Apenas impedimos que ela começasse da maneira que Ishtar desejava.

Balder segurou sua lança.

— Meu pai precisa saber de tudo o que aconteceu.

Hércules olhou para o céu.

— E Zeus também.

Sansão apertou os punhos e observando seus aliados, se ajoelha e ora a Deus, agradecendo por mais essa vitória, a seu lado de joelhos está o cavaleiro de Deus.

Um trovão foi ouvido.

Não era Petrus.

Não era de Zeus.

Era algo muito mais antigo.

Astiel estava despertando.

Próximo capítulo: O Retorno de Astiel

A filha fugiu. Os antigos panteões foram abalados. Cernunnos caiu. Hércules entrou na guerra.

Mas a maior ameaça ainda está aprisionada.

E agora Ishtar pretende libertar seu pai.

OS GUERREIROS DA LUZ

Capítulo — A Traição de Astiel

O Último Abraço de Ishtar

1. A libertação

Nas profundezas de uma dimensão infernal, Ishtar caminhava por um corredor cercado por muralhas de fogo negro.

Diante dela estava a prisão de seu pai.

Astiel permanecia acorrentado por selos celestiais, suas enormes asas negras recolhidas, seus seis olhos fechados. Seu corpo ainda carregava as marcas da última batalha contra os Guerreiros da Luz.

Ishtar aproximou-se.

— Pai... voltei.

Nenhuma resposta.

Ela colocou as mãos sobre os antigos selos e começou a pronunciar palavras esquecidas, anteriores aos próprios panteões.

As correntes estremeceram.

Uma após outra, começaram a se partir.

Um rugido atravessou o inferno.

Astiel abriu os seis olhos.

— Ishtar...

A filha sorriu, emocionada.

— Sim, pai. Sou eu. Finalmente consegui libertá-lo.

As últimas correntes desapareceram.

Astiel caiu de joelhos, apoiando as mãos no chão.

Durante alguns instantes, permaneceu imóvel.

Então olhou para a filha.

— Quanto tempo passou?

— Milhares de anos. Mas preparei tudo. Reuni os antigos deuses, provoquei uma guerra e enfraqueci aqueles que se opõem a nós.

Astiel levantou lentamente a cabeça.

— E os Guerreiros da Luz?

— Ainda estão de pé. Mas não por muito tempo.

2. O abraço

Ishtar aproximou-se emocionada.

— Pai, agora estaremos juntos novamente. Ninguém poderá nos separar. Tudo o que fiz foi por você.

Astiel permaneceu em silêncio.

A filha abriu os braços e o abraçou.

— Senti sua falta...

Por um breve instante, Astiel também envolveu a filha com suas enormes mãos.

Mas algo estava errado.

As chamas que percorriam seu corpo começaram a mudar de cor. De vermelho infernal, tornaram-se negras.

Ishtar sentiu uma dor repentina.

— Pai?

Uma energia começou a sair de seu corpo.

Ela tentou se afastar, mas os braços de Astiel a seguraram com força.

— O que está acontecendo?

Os seis olhos do demônio brilharam.

— Perdoe-me, minha filha.

— Pai... não!

Astiel abriu as asas.

Uma espiral de trevas envolveu os dois.

Ishtar começou a perder sua forma divina. Sua coroa se desfez, suas pedras de lápis-lazúli foram absorvidas e sua armadura dourada perdeu o brilho.

Astiel estava consumindo sua própria filha.

Sua essência, seus poderes, sua energia ancestral... tudo estava sendo absorvido.

— Você disse que faríamos isso juntos! — gritou Ishtar.

Astiel aproximou o rosto do dela.

— Eu preciso recuperar aquilo que perdi.

— Mas sou sua filha!

— E sua essência será o preço do meu retorno.

O grito de Ishtar ecoou por toda a dimensão.

Então, desapareceu.

3. O preço da derrota

Astiel permaneceu sozinho.

Seu corpo estava maior, e suas asas haviam recuperado parte da antiga imponência. Uma aura dourada avermelhada, anteriormente pertencente a Ishtar, agora percorria suas veias infernais.

Mas sua recuperação estava incompleta.

Ele olhou para as próprias mãos.

— Ainda não...

Tentou abrir um portal para abandonar aquela dimensão, mas a energia falhou.

Uma dor atravessou seu peito.

Astiel caiu sobre um dos joelhos.

As derrotas anteriores haviam deixado marcas profundas. Cada vez que era vencido, as trevas perdiam parte de sua força. Nem mesmo a essência de sua filha seria suficiente para restaurar imediatamente aquilo que havia perdido.

Ele precisaria de tempo.

Muito tempo.

— Superion... Balder... Hércules... GUARDIÃO da noite e os vigilantes— murmurou.

Seus seis olhos se fecharam lentamente.

— Aproveitem sua vitória enquanto podem.

As correntes celestiais começaram a reaparecer ao redor da prisão.

Astiel voltou a desaparecer nas profundezas do inferno.

4. Enquanto isso...

Em Asgard, Odin contemplava os acontecimentos através de seu olho divino.

Thor estava ao seu lado.

— Meu pai, o que aconteceu?

Odin permaneceu em silêncio por alguns segundos.

— Ishtar libertou Astiel. Mas cometeu um erro terrível.

— Qual?

— Acreditou que o próprio pai a protegeria.

Thor olhou para o horizonte.

— E agora?

Odin apertou sua lança.

— Astiel está novamente preso. Mas não foi destruído. Ele consumiu a própria filha para recuperar parte de seu poder.

Thor fechou os punhos.

— Então ele retornará.

— Sim, meu filho. Mas cada derrota enfraquece as trevas. E desta vez ele precisará de muito tempo para recuperar suas forças.

Odin voltou a observar o céu.

— A guerra ainda não terminou. Mas ganhamos algo precioso: tempo.

FIM POR ENQUANTO

Astiel está novamente aprisionado.

Ishtar foi consumida pelo próprio pai.

Os Guerreiros da Luz venceram mais uma batalha.

Mas uma verdade permanece: as trevas podem ser derrotadas, podem perder sua força, mas enquanto existir maldade, sempre tentarão retornar.

O tempo agora está ao lado dos Guerreiros da Luz.

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