A água quente continuava caindo sobre os dois, enquanto ele a mantinha junto ao corpo, como se aquele instante tivesse apagado todo o resto do mundo. A camisa social dele estava completamente molhada, e ela sorria ao perceber que aquele homem tão sério durante a reunião havia perdido toda a compostura diante dela.
— Você tem ideia do que fez comigo naquela sala? — ele sussurrou, encostando a testa na dela.
Ela sorriu, passando os dedos pelos cabelos molhados dele.
— Eu? Você é que não parava de olhar para a minha boca.
Ele soltou uma risada baixa, admitindo a derrota.
— E você percebeu desde o começo.
— Percebi. Só estava esperando para ver até onde você teria coragem de ir.
Ele a olhou por alguns segundos, agora com uma expressão diferente. Ainda havia desejo naquele olhar, mas também uma curiosidade genuína, como se quisesse descobrir quem era aquela mulher por trás do sorriso provocador.
— Você gosta de me desafiar, não gosta?
— Talvez eu goste de descobrir se um homem consegue sustentar fora da sala de reunião a confiança que demonstra dentro dela.
Ele sorriu e aproximou os lábios dos dela novamente. O beijo que se seguiu foi demorado, interrompido apenas quando ele começou a descer beijando o corpo dela inteirinho.
— Acho que temos um pequeno problema — ele comentou.
— Qual?
— Você me fez esquecer completamente que estamos debaixo de um chuveiro.
Ela riu, apoiando as mãos nos ombros dele.
— E eu acho que você está precisando de uma toalha e de uma camisa seca.
— Uma camisa seca? Depois de tudo isso?
— Principalmente depois de tudo isso.
Ele a observou com um sorriso que misturava admiração e encantamento. Então desligou o chuveiro, e começou a beijá-la descendo pelo corpo molhado, passando pela barriga, até pegar o pau dele com as mãos.
Ela se ajoelhou diante dele no chão molhado do banheiro, a água escorrendo dos dois corpos, e olhou para cima por um instante — só para ver a expressão dele. Ele estava com a boca entreaberta, o peito subindo e descendo, os olhos fixos nela como se ela fosse a única coisa no mundo. Ela sorriu, e fechou a mão em volta do pau dele, sentindo o peso, o calor, a pele lisa e dura. Passou a mão devagar, de cima a baixo, e ele gemeu baixinho, a cabeça caindo para trás.
— Olha pra mim — ela disse.
Ele olhou. Ela aproximou o rosto e beijou a cabeça dele, devagar, os lábios macios encostando na pele quente. Beijou de novo, descendo pelo lado, a língua passando de leve, e ele estremeceu, os dedos enroscados no cabelo molhado dela. Ela continuou beijando, sem pressa, a boca subindo e descendo pelo pau dele, e a mão começou a se mover junto, um movimento lento e firme, o polegar passando pela cabeça a cada subida.
— Assim — ele sussurrou, a voz rouca. — Não para.
Ela sorriu e apertou o ritmo, a mão deslizando com a água do chuveiro, o som molhado preenchendo o banheiro. Ele apoiou uma mão na parede atrás dele, o corpo enrijecendo, e ela percebeu que ele estava perto. Continuou, mais rápido, os olhos nele, e ele gemeu alto, avisando sem palavras.
— Goza pra mim — ela disse, baixinho.
Ele gozou com um gemido longo, o corpo tremendo, e ela inclinou o tronco para trás, deixando cair sobre os seios — a pele molhada brilhando, o líquido quente escorrendo pela curva dos seios, descendo pela barriga. Ele ficou ali por um instante, sem fôlego, olhando para ela de joelhos, os seios marcados, o sorriso safado no rosto.
— Porra — ele sussurrou. — Você é perigosa.
— Eu sei — ela respondeu, e se levantou, ainda sorrindo, deixando a água do chuveiro levar tudo embora.
Ele a puxou para perto, ainda sem fôlego, e a beijou na boca. Depois encostou a testa na dela.
— Você me destruiu — ele disse.
— Eu sei.
Ele riu, e a levantou pela cintura, segurando-a contra o corpo. Ela passou as pernas em volta dele, e ele a carregou para fora do banheiro, os dois ainda molhados, e a deitou na cama.
— Agora é a minha vez — ele disse, e desceu beijando o corpo dela inteiro, passando pelos seios, pela barriga, até chegar entre as pernas dela. Abriu com as mãos e a lambeu devagar, a língua subindo e descendo, o polegar no clitóris. Ela arqueou as costas e gemeu alto, os dedos enroscados no lençol. Ele continuou até ela gozar, o corpo dela tremendo, as pernas apertando a cabeça dele.
Quando ele subiu de novo, ela o puxou pelo braço e o beijou, e os dois ficaram ali, ofegantes, molhados, rindo baixinho.
Quando saíram do banheiro, ele procurou roupas secas no armário e ofereceu a ela um roupão.
— Fique à vontade — disse. — E, antes que você pergunte, sim, eu pretendo pedir alguma coisa para comermos. Você deve estar com fome.
Ela ergueu uma sobrancelha, divertida.
— Você sempre cuida tão bem das mulheres que leva para o hotel?
O sorriso dele diminuiu um pouco, dando lugar a uma expressão mais séria.
— Não. E não quero que você pense que precisa ficar aqui por causa do que aconteceu. Se quiser ir embora, eu chamo seu carro.
Ela ficou em silêncio por um instante, surpresa com a mudança no tom dele.
Então se aproximou, segurou a mão dele e respondeu:
— Eu sei. Mas, por enquanto, quero ficar.
Ele apertou delicadamente a mão dela.
E, pela primeira vez naquela noite, os dois perceberam que talvez o mais interessante não fosse o que havia acontecido entre eles debaixo daquele chuveiro, mas tudo o que ainda poderiam descobrir um sobre o outro quando a atração inicial desse espaço para uma conversa de verdade.
Eles conversaram enquanto decidiam o que iriam comer, e viram que tinham bastante coisa em comum. Assim que decidiram e fizeram o pedido, foram para a sacada e lá ele a surpreendeu com um beijo quente e cheio de tesão, e ela passou as mãos em volta do seu pescoço e ele a ergueu a colocando sentada na borda.