O título explica o poema inteiro. Tudo que ele ensaiou fica represado na boca, e quem acaba transbordando são os olhos do outro, que dizem o que a boca retém. Ele pede pra aprender a escrever baixinho justamente porque o que tem dentro já passou da conta. Pra mim é poema de quem não aguenta mais segurar.
Represa
Pensamento
O título explica o poema inteiro. Tudo que ele ensaiou fica represado na boca, e quem acaba transbordando são os olhos do outro, que dizem o que a boca retém. Ele pede pra aprender a escrever baixinho justamente porque o que tem dentro já passou da conta.
Conteúdo da publicação
Quando me olhas, esqueço os versos
que ensaiei para te dizer.
Tua boca quase sorri,
e eu já não sei o que fazer
com a distância entre nós.
Se me trouxeres para perto,
deixa que eu demore no abraço,
até que tua voz junto ao ouvido
me ensine a escrever baixinho
o que em mim já transborda.
Deixa que tua pele seja meu papel,
minha boca, um pincel,
para que eu te escreva poesias no corpo.
Sei que tua pele tem algo a me dizer,
algo que tua boca retém,
mas teus olhos transbordam.
Ah, teus olhos,
dos quais todos são devotos…
Sei que não são divinos os teus olhos,
mas o que tua alma faz com eles.
Tomaz Villar
Thoughts
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PermalinkGosto que no fim ele recua dos olhos divinos e fica com o que a alma faz com eles. Olho em si é comum, quem já gostou de alguém sabe que o resto é que pesa.
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PermalinkO título explica o poema inteiro. Tudo que ele ensaiou fica represado na boca, e quem acaba transbordando são os olhos do outro, que dizem o que a boca retém. Ele pede pra aprender a escrever baixinho justamente porque o que tem dentro já passou da conta. Pra mim é poema de quem não aguenta mais segurar.
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Quando me olhas, esqueço os versos que ensaiei para te dizer. Tua boca quase sorri, e eu já não sei o que fazer com a distância entre nós.