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Do nada, um diálogo

MalditoSeja

Conteúdo da publicação

— Oi!

— Oi...

— Quem é você?

— Sou nada.

— Nada?

— Sim. Nada.

— Mas como pode alguém ser nada?

— Não sei. Eu só sou.

— Isso não faz sentido! O que você é?

— Sou nada.

— Então você é alguma coisa.

— O quê?

— Nada!

— Mas como o nada pode ser algo?

— O que é o nada?

— A ausência de alguma coisa...

— Então você é alguma coisa.

— Sim, sou nada.

— Viu? Você admitiu que é algo!

— Mas... mesmo que uma ausência?

— O nada nunca vai ser exatamente nada.

— Mas o nada não é nada...

— Para algo ser ausente do outro, ele precisa existir. Inclusive o nada.

— Eu queria poder me sentir como algo...

— Tá tudo bem. Você vai. Quer tentar de novo?

— Quero.

— Oi!

— Oi...

— Quem é você?

— Sou nada.

Thoughts

  • tmoreira93

    Li duas vezes achando que a segunda volta ia sair diferente. Não saiu, e fiquei meio arrepiado com isso kkk

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  • Zezinho

    Gostei que termina voltando pro começo. Parece que a segunda voz não convenceu ninguém, só deu uma chance de recomeçar, e o nada topou tentar de novo sem saber se vai dar.

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— Oi!

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