Sobre o prado minguante;
à sombra da terra,
árvores se envergam,
e a lua treme seu brilho na frígida serra.
Memórias foscas passam pela grama,
brilho tênue que quase sangra.
Esse negro opaco que quase cega,
lampeja o escuro no rosto morno dela.
Eu corro pelo cume buscando a ti,
saio de lá perdendo a mim.
Então choro,
rogo,
busco por perdão e consolo,
no solo,
com e sem chão.
"Onde está você?"
Essa pergunta mistura-se na doente penumbra,
a centelha, a tristeza do que é gélido.
Nessa noite crescente que seca,
lágrimas que sentem o presente tépido.