A troca no meio, correr pelo cume atrás de alguém e descer sem a si mesmo, me pareceu o centro de tudo. O resto do poema é a noite esfriando em volta dessa perda.
Agridoce
Pensamento
A troca no meio, correr pelo cume atrás de alguém e descer sem a si mesmo, me pareceu o centro de tudo. O resto do poema é a noite esfriando em volta dessa perda.
Conteúdo da publicação
Sobre o prado minguante;
à sombra da terra,
árvores se envergam,
e a lua treme seu brilho na frígida serra.
Memórias foscas passam pela grama,
brilho tênue que quase sangra.
Esse negro opaco que quase cega,
lampeja o escuro no rosto morno dela.
Eu corro pelo cume buscando a ti,
saio de lá perdendo a mim.
Então choro,
rogo,
busco por perdão e consolo,
no solo,
com e sem chão.
"Onde está você?"
Essa pergunta mistura-se na doente penumbra,
a centelha, a tristeza do que é gélido.
Nessa noite crescente que seca,
lágrimas que sentem o presente tépido.
Thoughts
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PermalinkO verso curtinho do chão, que tem e não tem ao mesmo tempo, ficou aqui comigo. Saudade é bem assim, nem decide onde pisa 🌙
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PermalinkA troca no meio, correr pelo cume atrás de alguém e descer sem a si mesmo, me pareceu o centro de tudo. O resto do poema é a noite esfriando em volta dessa perda.
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Sobre o prado minguante;