Um uivo pleno sobre-paira as jocosas plumas que exaltam o mar,
e um epitáfio rui;
e aponta para o sul.
Se vê no reflexo distante,
obstante e secante.
E afoga a si, em águas rasas de mágoas atoladas;
faz frigir o seu rosto, e um sorriso que há de serenar.
O limpo é carmesim,
e o corpo não aguenta mais.
Deixa algo plantado naquele lago;
um epitáfio.
"A fronte, se é límpida, como um véu colado sobre a nubente,
discorre fios tênues, que lhe esganam como uma fera.
Dentro daquele peito, afoga-se um coração cadente,
que cessa em um grito pendente;
Sou aquilo que és, e há de deixar ser,
sou a dor nímia, que se enraíza, afasia,
a voz que és, e há de deixar ser"