Esse algo que ele ouve sentado, quando já devia estar dormindo, tem cara de música antiga de alguém. Meu palpite é que as vozes rindo são dos amigos que avisaram pra ele não cair de novo.
Quando os sentidos nos traem
Pensamento
Esse algo que ele ouve sentado, quando já devia estar dormindo, tem cara de música antiga de alguém. Meu palpite é que as vozes rindo são dos amigos que avisaram pra ele não cair de novo.
Conteúdo da publicação
Eu sei que não deveria mais
Não preciso das vozes rindo
Conheço muito bem os sinais
Deveria até já estar dormindo
Ai eu sento e ouço algo assim
Soterrado por uma avalanche
Que num átimo se apossa de mim
Sem me deixar qualquer chance
Palavras como sonhos e paixão
Deixam as linhas inertes do papel
Assumindo o controle do coração
E a mente acredita de forma cruel
Ainda existe espaço para um beijo
Um lugar onde os arrepios se tocam
Onde as silhuetas se vestem de desejo
Viram a madrugada nas juras que invocam
Deus perdoe-nos pela infância tardia
Carlos Correa
Thoughts
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PermalinkEsse algo que ele ouve sentado, quando já devia estar dormindo, tem cara de música antiga de alguém. Meu palpite é que as vozes rindo são dos amigos que avisaram pra ele não cair de novo.
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PermalinkGostei do último verso pedindo perdão pela infância tardia. Depois de tanta madrugada e desejo, ele chama aquilo tudo de coisa de menino, e o poema fica mais humano.
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Eu sei que não deveria mais Não preciso das vozes rindo Conheço muito bem os sinais Deveria até já estar dormindo
