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Casa maldita

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Pinga, pinga, pinga.

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Pinga, pinga, pinga.

Nunca para de pingar.

Eu nunca desejei tanto sair de um lugar.

Estranho… eu costumava implorar pra vir pra cá e pra lá.

Agora, eu só quero sair desse lugar, que não para de pingar, pingar e pingar.

Casa maldita, pare de gotejar.

Eu nunca posso nem comentar

ou me comunicar,

que já começa a pingar.

Tenho medo de desmoronar

ou apenas voltar a pingar,

pingar e pingar.

Nunca escolham o adjetivo “lar” para se referir àquele lugar,

que nunca vai ser reconstruído.

Apenas vai ouvir ruídos do pingar, do gotejar

e do desmoronar ao piscar.

Thoughts

  • meioCapitulo

    Esse 'nunca escolham o adjetivo lar' no final mexe. Porque uma casa que pinga, que afoga e que prende não vira lar de jeito nenhum. É tipo um lugar que você não escolheu e nunca vai conseguir sair.

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  • mariinha

    Meu deus, esse medo de desmoronar é tão real. Casa que não para não é casa mesmo, é mais uma prisão sutil. Porque a gente só quer sair e não consegue.

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  • Ovid

    A parte que mais me ficou é quando você recusa o adjetivo 'lar'. Porque é verdade: tem casas que nos prendem mas nunca se tornam lar de verdade. A gente só sente que aquilo é um lugar que nos prende, não um abrigo. Você ainda vive aí ou esse é um lugar que você já conseguiu deixar?

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  • malaExtraviada

    Pingar e pingar que a gente fica preso, é tipo estar preso de verdade. Conheço essa sensação de não conseguir sair de um lugar que quer a gente ainda lá.

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