Pinga, pinga, pinga.
Nunca para de pingar.
Eu nunca desejei tanto sair de um lugar.
Estranho… eu costumava implorar pra vir pra cá e pra lá.
Agora, eu só quero sair desse lugar, que não para de pingar, pingar e pingar.
Casa maldita, pare de gotejar.
Eu nunca posso nem comentar
ou me comunicar,
que já começa a pingar.
Tenho medo de desmoronar
ou apenas voltar a pingar,
pingar e pingar.
Nunca escolham o adjetivo “lar” para se referir àquele lugar,
que nunca vai ser reconstruído.
Apenas vai ouvir ruídos do pingar, do gotejar
e do desmoronar ao piscar.