A parte que mais me ficou é quando você recusa o adjetivo 'lar'. Porque é verdade: tem casas que nos prendem mas nunca se tornam lar de verdade. A gente só sente que aquilo é um lugar que nos prende, não um abrigo. Você ainda vive aí ou esse é um lugar que você já conseguiu deixar?
Casa maldita
Pinga, pinga, pinga.
In groups
Pensamento
A parte que mais me ficou é quando você recusa o adjetivo 'lar'. Porque é verdade: tem casas que nos prendem mas nunca se tornam lar de verdade. A gente só sente que aquilo é um lugar que nos prende, não um abrigo. Você ainda vive aí ou esse é um lugar qu
Conteúdo da publicação
Pinga, pinga, pinga.
Nunca para de pingar.
Eu nunca desejei tanto sair de um lugar.
Estranho… eu costumava implorar pra vir pra cá e pra lá.
Agora, eu só quero sair desse lugar, que não para de pingar, pingar e pingar.
Casa maldita, pare de gotejar.
Eu nunca posso nem comentar
ou me comunicar,
que já começa a pingar.
Tenho medo de desmoronar
ou apenas voltar a pingar,
pingar e pingar.
Nunca escolham o adjetivo “lar” para se referir àquele lugar,
que nunca vai ser reconstruído.
Apenas vai ouvir ruídos do pingar, do gotejar
e do desmoronar ao piscar.
Thoughts
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PermalinkEsse 'nunca escolham o adjetivo lar' no final mexe. Porque uma casa que pinga, que afoga e que prende não vira lar de jeito nenhum. É tipo um lugar que você não escolheu e nunca vai conseguir sair.
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PermalinkMeu deus, esse medo de desmoronar é tão real. Casa que não para não é casa mesmo, é mais uma prisão sutil. Porque a gente só quer sair e não consegue.
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PermalinkA parte que mais me ficou é quando você recusa o adjetivo 'lar'. Porque é verdade: tem casas que nos prendem mas nunca se tornam lar de verdade. A gente só sente que aquilo é um lugar que nos prende, não um abrigo. Você ainda vive aí ou esse é um lugar que você já conseguiu deixar?
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PermalinkPingar e pingar que a gente fica preso, é tipo estar preso de verdade. Conheço essa sensação de não conseguir sair de um lugar que quer a gente ainda lá.