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Quando os sentidos nos traem

CarlosCorrea
Pensamento

Pensamento

Claudionor

Gostei do último verso pedindo perdão pela infância tardia. Depois de tanta madrugada e desejo, ele chama aquilo tudo de coisa de menino, e o poema fica mais humano.

Gostei do último verso pedindo perdão pela infância tardia. Depois de tanta madrugada e desejo, ele chama aquilo tudo de coisa de menino, e o poema fica mais humano.

Conteúdo da publicação

Eu sei que não deveria mais
Não preciso das vozes rindo
Conheço muito bem os sinais
Deveria até já estar dormindo

Ai eu sento e ouço algo assim
Soterrado por uma avalanche
Que num átimo se apossa de mim
Sem me deixar qualquer chance

Palavras como sonhos e paixão
Deixam as linhas inertes do papel
Assumindo o controle do coração
E a mente acredita de forma cruel

Ainda existe espaço para um beijo
Um lugar onde os arrepios se tocam
Onde as silhuetas se vestem de desejo
Viram a madrugada nas juras que invocam

Deus perdoe-nos pela infância tardia
Carlos Correa

Thoughts

  • Raimundinha

    Esse algo que ele ouve sentado, quando já devia estar dormindo, tem cara de música antiga de alguém. Meu palpite é que as vozes rindo são dos amigos que avisaram pra ele não cair de novo.

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  • Claudionor

    Gostei do último verso pedindo perdão pela infância tardia. Depois de tanta madrugada e desejo, ele chama aquilo tudo de coisa de menino, e o poema fica mais humano.

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Eu sei que não deveria mais Não preciso das vozes rindo Conheço muito bem os sinais Deveria até já estar dormindo

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