Era só mais um dia, mesma rotina,
O homem acordava para mais uma jornada,
De manhã chovia uma alegria matutina,
Que coincidia com a xícara de café tomada.
Naquela fria manhã confusa de inverno,
Em frente ao ponto, próximo a padaria,
O doce aroma dos pães que saíam do forno,
Unido ao inebriante bálsamo da chuva que caía.
Sem hesitar, sorriu,
E quando a última gota caiu,
Tomava-se de êxtase por ser brasileiro.
O homem não podia se sentir mais alegre,
Tinha vontade de saltar, como uma lebre,
Enquanto andava sem receio até o ato rotineiro.