Entra e sai. Não volta mais.
Sai e entra, senta-se na mesma cadeira que um dia deixou para trás.
Me encara, como quem pergunta em silêncio, dentro da própria mente:
“Por que continuou a me esperar?”
Eu sorrio, do mesmo jeito.
Seguro sua mão sobre aquela mesa, da mesma maneira.
Enquanto tudo muda, passa e rebobina,
eu continuo sendo a mesma menina, com aquela essência divagante.
Se estar sentenciada a esperar significa observar tudo continuar mudando,
se, para ver outra vez o seu olhar, ficar foi o preço,
então não foi um desafio permanecer.
Meus sentimentos são como rochas,
e eu construí um castelo para você.
(Autoral de Sids)