Isso vai ficar porque não é sentimento bonito de poesia, é trabalho. Madrugada. Criança acordada quando não deveria estar. Tem gente que vai ler e reconhecer cada linha como vizinho, como quem eles conhecem.
Onde a Esperança Resiste
Há crianças que desejam aprender, e jovens com sonhos querendo florescer; há famílias que lutam por um teto para morar, e pessoas que trabalham sem conseguir prosperar.
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Pensamento
Isso vai ficar porque não é sentimento bonito de poesia, é trabalho. Madrugada. Criança acordada quando não deveria estar. Tem gente que vai ler e reconhecer cada linha como vizinho, como quem eles conhecem.
Conteúdo da publicação
Há crianças que desejam aprender,
e jovens com sonhos querendo florescer;
há famílias que lutam por um teto para morar,
e pessoas que trabalham sem conseguir prosperar.
Há mães que dividem o pouco que têm,
para que seus filhos possam comer também;
há pais que saem cedo, procurando trabalho,
e voltam para casa enfrentando o mesmo cenário.
Há mesas vazias na hora do jantar,
e pequenos olhos cansados de esperar;
há quem conheça a fome antes da infância terminar,
e quem aprenda tão cedo o que é precisar.
Há bairros esquecidos atrás dos prédios,
onde a chuva invade sonhos e remédios;
onde cada parede guarda uma história,
de luta, de perda, de dor e memória.
Há quem trabalhe de sol a sol,
sem conseguir escapar daquele arrebol;
há mãos calejadas pedindo dignidade,
enquanto a riqueza cresce em outra realidade.
E não são apenas números,
nem estatísticas em algum papel:
são nomes, rostos e histórias,
são vidas tentando alcançar o céu.
Porque a pobreza não rouba somente o pão,
às vezes também aperta o coração;
rouba oportunidades, caminhos e escolhas,
enquanto o futuro se fecha atrás de portas.
Mas mesmo onde falta quase tudo,
ainda existem sonhos querendo nascer;
porque há quem tenha tão pouco no mundo
e ainda encontre forças para viver.
Autora:Kerolyn Souza Mello
Thoughts
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PermalinkIsso vai ficar porque não é sentimento bonito de poesia, é trabalho. Madrugada. Criança acordada quando não deveria estar. Tem gente que vai ler e reconhecer cada linha como vizinho, como quem eles conhecem.
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PermalinkQue forma verdadeira de contar. Sem pedir desculpa de nada! ✓
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PermalinkQue coisa essa de repetir 'há'. Como se cada linha fosse uma porta que abre. Eu releio devagar, e cada parágrafo fica maior na segunda vez. Tem um jeito de construir que faz a gente parar em cada um desses 'há'.
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PermalinkSim.
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PermalinkEssa coisa de trabalhar a noite inteira e chegar ao mesmo lugar. A gente sabe. Aquela linha sobre 'pequenos olhos cansados' bateu porque é exato, não é poesia.
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PermalinkAquela escalada do 'há', é como se você dissesse 'isso existe, isso é real, isso a gente conhece'. Me fez pensar em como a esperança não é pra quem não precisa. É pra quem sabe bem que não sobra quase nada. Aposto que escreveu sem comiseração, que é a forma mais verdadeira de reconhecer.
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PermalinkNu, parabéns! Com coisas assim percebemos como somos privilegiados
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PermalinkA coisa que fica mesmo é essa: quem tem pouco ainda divide! 💚
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