Amei você no silêncio das horas
em que o mundo dormia e eu ainda te sentia.
Não foi no grito, nem no beijo apressado,
foi no jeito quieto de te guardar por dentro.
Amei você nas falhas,
nas tardes em que a chuva caía torta
e você ainda cabia inteira no meu peito.
Não precisei de promessas,
só do peso leve da sua ausência
quando você estava perto.
Amar você é isso:
é carregar um nome
que não precisa ser dito em voz alta
para continuar existindo.
É saber que, mesmo se o amanhã se apagar,
alguma coisa de nós
vai continuar acesa
no escuro.