Pular para o conteúdo
Carregando…

O preço de uma segunda chance parte 6 - AVISO esta parte não é recomendada a menores. Sensível

FJS

Conteúdo da publicação

Estava de noite, e o silêncio dominava as vielas da cidade de Drizzler. Por algum motivo, só se ouvia o som do vento soprando. O motivo? Pouco tempo atrás, foram ouvidos disparos de arma de fogo. Ninguém ousava fazer barulho no momento.

​Christopher estava no chão, sem vida. Seu sangue espalhava-se em uma poça ao redor do corpo. Ao seu lado, de pé, estava um homem que olhava seriamente para o jovem, garantindo que a execução havia sido bem-sucedida, com a arma ainda apontada para a cabeça de sua vítima.

​Após dois minutos sem dizer uma palavra, o homem guardou a arma na cintura e enfiou as mãos nos bolsos, como se procurasse algo. Retirou um isqueiro e um maço de cigarros de seu sobretudo preto, mas, ao olhar para o maço, pareceu um pouco estressado: “Está vazio. Droga!” Amassou o maço de cigarros e o jogou no chão. Teria de sair para comprar mais; infelizmente, a marca de que gostava estava sempre em falta, e ele teria sorte se encontrasse alguma aberta àquela hora da noite.

​O homem deu uma última olhada no corpo de Christopher e pareceu orgulhar-se do serviço. Não se importava com quem eram seus alvos — tanto faz se fossem mulheres indefesas, idosos ou até mesmo crianças. Só se importava com o dinheiro que ganharia; pouco importava a vida daquelas pessoas.

​“Fiuu… fiuu… fiuuuuhhh…” O homem afastou-se lentamente da cena do crime enquanto assobiava uma canção macabra. O som do assobio era o único eco em toda a viela, desaparecendo aos poucos junto ao assassino na escuridão.

​O silêncio mórbido voltou às vielas. Se alguém estivesse ali naquele momento, conseguiria ouvir o barulho do próprio coração batendo. E, no meio àquela penumbra, um coração voltou a se fazer ouvir:

​Tum-tum… tum-tum… tum-tum…

​“Gaaaaaaahhhh!… COF! COF! COF!”

​Christopher contorceu-se abruptamente e expeliu um bocado de sangue pela boca em uma tosse frenética. Lentamente, recuperou o fôlego.

"Sistema ativado, corpo reencarnado com sucesso!"

O sistema anunciou.

​“Arf… arf… Deu certo! Haha! Deu certo! Ai, ai, ai!!!” O corpo de Christopher era um completo caos de dor, mas ele estava feliz. Como não estaria? Acabara de voltar à vida no exato local em que havia partido.

"Aviso: O corpo restaurado só está com 30% de seu estado total, tanto físico quanto mente estão enfraquecidos no momento".

​Levantou-se com dificuldade e olhou ao redor com cautela. O homem de preto ainda poderia estar por perto; seria um problema enorme se morresse de novo de forma tão miserável.

​“Preciso ir rápido para casa. Talvez ainda dê tempo de descobrir algo!”

​Christopher apressou-se em direção à sua humilde residência.

Durante a perseguição até o momento de sua morte, Christopher já havia percorrido um bom caminho e não estava muito longe de casa, não demoraria pra chegar.

Antes de começar a caminhar Christopher encontrou o maço de cigarros amassado no chão, Estava perto do seu corpo e Christopher não lembrava de ter visto isso perto dele antes, provavelmente era do homem que o matou . Poderia ser uma pista! Mesmo que muito difícil, poderia levá-lo até aquele homem, Christopher já planejava reencarnar depois que terminasse suas pendências aqui na terra. Christopher não queria sair sem deixar uma lembrancinha para o homem de preto como agradecimento por telo matado antes. Christopher já estava imaginando como ficaria a cara do homem quando o visse vivo diante dele.

Christopher pegou sua sacola de mantimentos e tomou seu rumo direto para casa.

​Ao se aproximar da casa, viu de longe que as luzes estavam apagadas. Chegou perto de sua residência e olhou em volta: tudo parecia normal, nada fora do lugar. Então, como Katrina morrera antes dele? Ela não tinha chegado em casa?

Katrina poderia muito bem ter morrido antes de chegar em casa, mas Christopher ainda precisava tirar todas as suas dúvidas. O guia havia dito que Katrina parecia quieta e sem vida antes de subir as escadas.

​Parecia muito que Katrina não havia chegado ainda: as luzes estavam apagadas e a porta aparentemente, fechada. Sem conferir a maçaneta,ele foi pegar a chave que ficava debaixo do vaso. Tanto Christopher quanto Katrina sempre deixavam a chave ali pra quando voltassem pra casa.

​“!… Não está! Não está aqui!” Não podia ser. Se a chave não estava lá, só podia significar que alguém entrou na casa — provavelmente Katrina.

​“Ela morreu lá dentro?” O coração de Christopher começou a apertar, já imaginando o que encontraria.

Será que Katrina caiu e se machucou? Christopher não cogitava a hipótese de Katrina ter cometido suicídio, ela nunca faria isso e Christopher conhecia bem sua irmãzinha.

Só lhe restava tentar entrar e tirar suas dúvidas. Se não encontrasse nada ele teria que refazer o caminho até escola pra encontrar algo.

​Ele colocou a mão na maçaneta, relutante em girá-la. Então, forçou-se a abrir a porta.

​CRACK… TUM!

​Ao empurrar um pouco, a própria porta caiu diante dele.

​O que isso significava? Por que a porta caíra? Era uma estrutura grande e bem resistente… O que houvera ali? Várias hipóteses começaram a passar por sua cabeça.

​Foi então que percebeu o motivo: alguém havia arrombado a porta. Christopher só notou isso ao olhar mais para o interior da casa. Estava tudo escuro, mas a luz da rua, logo atrás dele, iluminou ligeiramente o ambiente.

​Diante dele, o tapete marrom que sua mãe comprara estava totalmente bagunçado e, um pouco mais à frente, até onde a luz conseguia alcançar, estavam duas perninhas brancas esticadas no chão…

​Christopher paralisou na entrada, sem ousar dar um passo sequer. Sabia que sua irmã morrera antes dele, mas saber e ver eram coisas completamente diferentes… Embora ainda só pudesse enxergar as pernas, sabia que eram as de sua irmãzinha.

​Aproximou-se lentamente. Seu corpo parecia lutar com todas as forças para não avançar, temendo o que veria. Aos poucos, na escuridão, seus olhos foram se adaptando ao ambiente. Christopher pôde discernir um pouco mais da cena e ficou completamente horrorizado.

​AVISO DO AUTOR:

​Pessoal, fiquei com bastante receio de escrever esta parte, mas a escrevi assim mesmo… Portanto, para aqueles que não têm estômago forte ou sensibilidade para lidar com temas pesados, recomendo fortemente que parem por aqui e aguardem o próximo capítulo, se ainda desejarem continuar a leitura.

​Lembro também que deixei um alerta no título indicando que este conteúdo não é recomendado para menores.

​Peço desculpas se isso incomodar alguém, mas, desde o princípio, a história foi planejada para seguir este rumo. Prometo que este não é o foco principal da narrativa, mas se fez necessário pelo contexto que imaginei para trazer peso dramático à trama.

​Muito obrigado a todos que leram até aqui! Cada comentário de vocês anima demais o meu dia! Ainda não sei até onde vou com esta história, mas espero trazer algo marcante para vocês, queridos leitores. É isso!


​“Não… não… não, não, não, não, não, não…”

​O que Christopher acabara de ver marcaria a mente de qualquer ser humano…

​Acima das pequenas pernas delicadas estendidas no chão, estava o pequeno corpo virado de costas para cima, sem roupas… ferido… sujo. Os cabelos castanhos, antes brilhantes e cheios de vida, agora estavam arruinados. Mesmo de costas, era possível identificar que se tratava de Katrina, sua irmãzinha. Havia marcas de cortes e hematomas por todo o corpo, uma grande quantidade de um líquido branco espalhado sobre sua pele e escorrendo entre as pernas, e, abaixo dela, uma poça de sangue.

​Christopher estava pálido; seu corpo perdera todas as forças e ele caiu de joelhos diante da irmã. Sua boca estava aberta, como se tentasse dizer algo, mas nenhum som saía. Esticou as mãos em busca do corpo de Katrina, mas parecia haver uma distância infinita entre seus dedos e aquele pequeno ser.

​Não dava mais para conter: as lágrimas de Christopher rolaram e, junto a elas, o som de pingos de chuva começou a ecoar do lado de fora. O barulho do temporal abafou os fracos soluços de Christopher naquele momento. Quando finalmente conseguiu tocar o corpo da irmã, puxou-a para perto de si: ela era tão leve, tão frágil, e agora estava totalmente destruída.

​Christopher abraçou forte o corpo de sua irmã. Ao olhar para o rosto dela, viu que estava completamente sem vida, com os olhos vazios. E, mais uma vez, o horror se revelou. Já não bastasse o que haviam feito…

​O pescoço de Katrina estava cortado — mas “cortado” não era a palavra certa: parecia ter sido rasgado brutalmente. Seu rosto estava com diversos ferimentos , tanto nariz quanto dentes quebrado. Seu corpo, que mal se desenvolvera, estava em frangalhos, havia riscos e furos de caneta, haviam escrito diversas obcenidades por todo seu corpo. Era até possível ver seus dedos machucados provavelmente por tentar agarrar o chão para escapar, Katrina devia ter lutado com todas as forças por sua vida. Naquele momento, as mãos de Christopher tremeram tanto que ele não conseguiu continuar segurando-a, soltando-a no chão e se afastando. Estava coberto de sangue, e o cheiro enjoativo lhe causava ânsia de vômito.

​A mistura da cena terrível, dos odores, das sensações e dos pensamentos fez com que Christopher entrasse em choque. Ele ficou encolhido no canto escuro da sala, com os olhos cravados no corpo à sua frente. Não conseguia fazer mais nada; nada mais passava por sua cabeça além de um completo vazio.

Sua irmã havia sido estuprada e morta a sangue frio...

Quem faria isso? Por que?.

'Foi minha culpa....'.

E então depois do choque, veio a culpa...

Na mente de Christopher ele era o culpado dessa situação, era dever dele proteger sua irmã, era dever dele garantir sua segurança, mas por conta de sua idiotice de se envolver com pessoas erradas, não só morreu nas mãos de um assassino com sua irmã teve um fim mais trágico ainda...

​Enquanto o som da chuva se tornava cada vez mais forte lá fora, Christopher ouviu outro som…

Related posts

  • Refém da Agenda.

    Toda menina que cresce ouvindo "e foram felizes para sempre" antes de aprender a tabuada sai da infância com uma economia particular: ela acha que casamento é o prêmio final, não a abertura de um…

  • Eithan...

    Eithan.

  • Madson...

    Eu estava sentada ali, no meio dos gêmeos percebi que era a primeira vez que estávamos nós 3 juntos sem estar brigando. E o Neithan sem aquela expressão de rabugento, eu não tinha visto ele com…

  • Eithan

    Subi as escadas com um copo de suco de maracujá nas mãos, tomando cuidado para não derramar nada pelo caminho. Eu sabia que a garota precisava de um tempo para se acalmar depois de tudo o que havia…

  • Neithan...

    Eu caminhava pelo corredor da mansão com as mãos nos bolsos, ainda pensando na discussão que havia tido com Eithan. Aquele idiota sempre dava um jeito de me tirar do sério, principalmente quando…

  • A HERDEIRA

    [CONTINUAÇÃO]

  • Otsirc Susej, o homem que tinha amor pra dar

    OTSIRC SUSEJ

  • O Menino da Cruz

    Êêê... boi...eia boiada.....

Pública 0 conversa 0 pensamento 10 votos positivos 0 voto negativo 1 série

Estava de noite, e o silêncio dominava as vielas da cidade de Drizzler. Por algum motivo, só se ouvia o som do vento soprando. O motivo? Pouco tempo atrás, foram ouvidos disparos de arma de fogo.…

Em séries

Em grupos