Hoje, tudo o que dizem as flores, embora rudes e baforadas, são palavras, perfumes: tentativas de verso, espinhos e oração.
Voz com bafo de lavanda: os poetas não podem calar. Embora ninguém queira os ouvir, não importa; nós ainda assim queremos. Nós queremos.
Letras sentidas, mesmo que sejam humanas, são vistas como exageros exagerados, ainda mais vindo das flores.
Só reconhece o olho cruzado da indiferença quem já sentiu o espinho, fincando a pele, o sopro baforado da abnegação.