Ela admitir que ficou com raiva porque estava com saudade me desmontou, égua. Aposto que a primeira visita vai ser dele, que ficou devendo aquela ligação.
O Agora Capitulo 17- Quando a vida apertou
Quando a vida apertou
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Ela admitir que ficou com raiva porque estava com saudade me desmontou, égua. Aposto que a primeira visita vai ser dele, que ficou devendo aquela ligação.
Conteúdo da publicação
Quando a vida apertou
Os primeiros meses foram mais difíceis do que imaginávamos.
A distância trouxe coisas que nenhuma conversa anterior tinha conseguido prever.
Cansaço.
Saudade.
Horários desencontrados.
Dias em que eu queria contar alguma coisa e ele estava ocupado.
Dias em que ele precisava de mim e eu estava longe.
Houve uma noite em que esperei por uma ligação que não aconteceu.
Ele tinha tido um dia complicado.
Eu sabia disso.
Mas ainda assim fiquei magoada.
Quando finalmente conversamos, minha voz saiu mais fria do que eu gostaria.
— Você poderia ter avisado.
— Eu sei.
— Parece que eu sou sempre a última coisa da sua lista.
Ele respirou fundo.
— Não é isso.
— Então o que é?
— Eu estou tentando dar conta de tudo.
— E eu estou tentando dar conta de tudo também.
Silêncio.
Dessa vez, o silêncio quase venceu.
Mas ele não desligou.
— Eu não quero voltar para aquilo — disse.
— Para quê?
— Para a gente se machucar porque não sabe conversar.
Fechei os olhos.
Ele tinha razão.
— Eu estou com saudade — falei finalmente.
A voz dele mudou.
— Eu também.
— Então eu fiquei com raiva porque estou com saudade.
Ele riu baixinho.
— E eu fiquei fechado porque estou cansado.
Também ri.
Era quase absurdo.
Duas pessoas adultas, apaixonadas, tentando entender sentimentos que às vezes pareciam maiores que elas.
— Podemos começar de novo essa conversa? — ele perguntou.
— Podemos.
E começamos.
Sem acusações.
Sem ameaças.
Sem frases definitivas.
Eu contei que precisava sentir que ainda fazia parte da vida dele.
Ele contou que precisava de compreensão quando os dias ficassem difíceis.
Encontramos acordos.
Chamadas.
Visitas.
Dias reservados.
Mais transparência.
Não resolvemos tudo naquela noite.
Mas resolvemos uma coisa importante.
Não deixaríamos um dia ruim decidir o destino de uma relação inteira.
Depois da ligação, fiquei alguns minutos olhando pela janela.
A distância ainda existia.
O cansaço também.
Os problemas não tinham desaparecido.
Mas havia algo diferente.
Nós não estávamos mais tentando ter uma relação sem dificuldades.
Estávamos aprendendo a atravessar as dificuldades juntos.
Thoughts
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PermalinkOs dois rindo baixinho no meio da discussão, quando entendem que a raiva era saudade, me fez pensar em como relação à distância vive de traduzir o que o outro quis dizer. Aposto que o acordo das visitas vai ser testado logo, e desconfio que quem tropeça primeiro é ele, com esse cansaço todo.
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PermalinkEla admitir que ficou com raiva porque estava com saudade me desmontou, égua. Aposto que a primeira visita vai ser dele, que ficou devendo aquela ligação.
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