Diz-se que ela nasceu no instante exato em que o tempo hesitou.
Nem totalmente passado.
Nem completamente futuro.
Carrega nos olhos o brilho de quem entende ciclos e nas mãos, a delicadeza de quem constrói destinos com intenção.
A floresta não a teme.
A floresta a reconhece.
Quando Elarith caminha, os caminhos se alinham.
Quando escreve, possibilidades despertam.
Quando silencia, o mundo escuta.
A floresta ainda estava envolta na névoa quando Elarith abriu a porta de sua casa de madeira.
O ar da manhã tinha cheiro de terra úmida e promessa.
A coruja branca observava do alto da viga, silenciosa, enquanto ela ajustava o manto verde-musgo sobre os ombros e prendia ao cinto a pequena bolsa de couro.
Hoje era dia de descer até o povoado…
Continua...