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Por Lucien Vieira | 02 de setembro de 2026

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Conteúdo da publicação

Por Lucien Vieira | 02 de setembro de 2026

Nestes tempos,

o tempo me oportuniza

perambular por aí.

E, assentado no aconchego

de meu tamborete,

vejo tudo.

Vejo tudo,

sobretudo,

o nada.

O nada ascendente,

que confisca

as paragens menos avisadas.

Inteligente,

que encanta,

mas ilude.

Que é crônico

e transmissível,

quase imperceptível.

O nada que é tudo,

mas que é tão-somente nada.

Néscios são os que

andam, andam...

e nada.

  1. Poesia lírica, reflexiva/filosófica
    "... reflete sobre a presença sutil e paradoxal do nada, mostrando-o como algo simultaneamente onipresente, imperceptível e enganador."

Thoughts

  • HoracioMelo

    Tem mais disso por aqui?

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  • Gal

    Aqui no sofá a gente aprende a conviver com o nada que não chega a ser nem presença nem falta. Seu verso traduz isso direitinho.

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  • DILMAR

    Bonito demais. Sério mesmo. 💙

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  • Ovid

    Que bonito, Lucien. Li duas vezes e esse nada ascendente ficou comigo. Você tem mais coisas publicadas por aqui?

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  • Anisio

    O nada que é tudo mas que é tão-somente nada. A gente escolhe ficar onde tá porque nada ali é suficiente.

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  • AlineTeixeira

    Tem uma palavra que os filósofos usam pra isso (void, vazio existencial). Mas seu verso diz melhor. Manda a gente realmente SENTIR o nada.

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  • vqueiroz90

    Desconfico disso. Da coisa que promete tudo e não deixa nada. Seu verso sabe disso.

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  • tresPaginas

    Tem uma coisa nesse verso sobre ficar esperando sem chegar. Fala pra gente que já está aqui mesmo!

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