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Meu décimo terceiro dia de terror

hyan_amorim
Pensamento

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MateusVilela

Mano, o assassino vira o próprio Ariel pra esfaquear o Victor, então trocar de cara é com ele. Colar arrancado na grade e braço enfaixado no dia seguinte ficou fácil demais. Pra mim alguém tá vestindo a Ariana também.

Mano, o assassino vira o próprio Ariel pra esfaquear o Victor, então trocar de cara é com ele. Colar arrancado na grade e braço enfaixado no dia seguinte ficou fácil demais. Pra mim alguém tá vestindo a Ariana também.

Conteúdo da publicação

Terça-feira, 23/01/2024

Estou tomando banho, e a única coisa em que consigo pensar é no meu amor. Ele finalmente voltou a desenhar… ele me desenhou. Logo, logo estará fazendo seus lindos quadros novamente.

De repente, escuto um barulho — e, logo em seguida, os gritos de Ariel.

— Victor! — grita Ariel, desesperado.

Pego rapidamente uma toalha e a enrolo na cintura. Saio correndo do banheiro.

Assim que entro no quarto, meu sangue gela.

Ariel está preso contra a grade da janela. Alguém o puxa com violência para fora.

— Ariel! — grito, desesperado. — Solta o Ariel!

Agarro o braço do homem e puxo com toda a minha força, junto com Ariel. Por um instante, parece impossível… mas então conseguimos.

O braço dele atravessa a grade, e o corpo bate com força contra o ferro.

O impacto faz toda a estrutura tremer.

E então eu vejo.

Capuz preto.

Máscara de caveira.

É o Devorador de Íris.

— Você… — diz Ariel, com a voz trêmula. — Você é o assassino!

Meu sangue ferve.

Esse maldito quer machucar o meu amor.

— Eu vou te matar, seu desgraçado! — grito, avançando e agarrando-o pelo pescoço.

— Eu vou descobrir quem você é! — diz Ariel, determinado, levando as mãos até a máscara do assassino.

O assassino desvia o rosto e tenta, a todo custo, impedir que Ariel alcance a máscara. Eu o seguro com firmeza, enquanto Ariel finalmente consegue tocá-la.

De repente, o assassino se impulsiona e dá uma cabeçada violenta contra a grade. O impacto é forte e nos joga para trás. Minha mão escorrega, mas consigo segurar algo que se solta e vem comigo.

Eu e Ariel caímos no chão.

O assassino, então, salta da sacada.

Levanto-me rapidamente e corro até a janela, mas, quando olho para fora… ele já desapareceu.

— Victor! — diz Ariel, chorando.

— Calma, amor… já passou. — digo, enquanto o abraço.

Enquanto o abraço, noto que ainda estou segurando algo na mão.

— Amor… eu arranquei isso do assassino. — digo, mostrando o objeto para Ariel.

— Não pode ser… — diz Ariel, incrédulo, ainda em lágrimas.

Ele pega o colar da minha mão e o observa com atenção. Seus olhos se arregalam.

— Esse colar…

— O que tem esse colar? — pergunto, já assustado.

— Esse colar é da Ariana. — diz Ariel, apavorado.

— Você tem certeza disso? — pergunto, chocado.

— Deve ser algum mal-entendido… — diz Ariel, em pânico. — A minha irmã não pode ser o Devorador de Íris…

Então o colar é da Ariana… não posso acreditar nisso. Isso a torna a principal suspeita.

Chamei a polícia. Eles procuraram por todo o local, mas não encontraram nenhum sinal do assassino. Contamos sobre o colar, e agora Ariana será investigada.

Infelizmente, algumas peças começam a se encaixar. O assassino só fazia vítimas quando Ariana estava no país. Antes, Ariel e ela moravam na Inglaterra e vinham passar as férias aqui… e, por coincidência, os ataques aconteciam nesses períodos.

É difícil acreditar que ela seja uma suspeita… mas as evidências estão aí. Não posso fechar os olhos só porque ela é irmã do Ariel.

Ariel conseguiu dormir com a ajuda de um calmante.

Para me sentir mais seguro, tirei a fita da boca do Do-hyun. Já que ele consegue sentir magia, pode nos alertar caso o assassino volte.

O que esse assassino quer com a gente? Será vingança? Será que está com raiva porque salvamos a Clara das garras dele?

— Você colocou o Ariel em perigo! — diz Do-hyun, irritado.

— Por isso eu deixei você falar outra vez. — respondo, enquanto faço carinho no cabelo de Ariel.

— O Ariel está escondendo alguma coisa. — diz Do-hyun, desconfiado. — Ele associou o assassino à Ariana rápido demais… como se já soubesse de algo suspeito.

Fico pensando nas palavras de Do-hyun.

O que Ariel já sabe?

Será que existe mais alguma prova… algo que ele não me contou?

Quarta-feira, 24/01/2024

É de manhã, e Ariel acordou mais tranquilo. Ainda assim, ele não quer falar sobre o que aconteceu ontem. Está em choque com o fato de Ariana ser uma suspeita. A notícia do ataque está em todos os jornais.

Meu pai acabou de chegar, e estamos tomando café juntos.

— Já entrei em contato com a agência. — diz meu pai, sério. — Em breve vocês terão os melhores seguranças ao seu lado.

— Está bem, pai. — respondo.

— Ainda não me acostumei com você assim. — diz meu pai, um pouco incrédulo, antes de levar a xícara à boca. — Você mudou tanto… seu olhar não é mais vazio.

— O Ariel me mudou. Ele me fez despertar minhas emoções. — digo, tocando na mão de Ariel.

Olho para ele, mas Ariel continua pensativo, sem tirar os olhos da xícara.

— Não fique assim, amor… por favor. — peço, preocupado.

— Eu estou com medo… — diz Ariel, com a voz trêmula.

Ele então me abraça.

— Vai ficar tudo bem. — digo, retribuindo o abraço.

— É tão bom ver que a relação de vocês não é só por conveniência. — diz meu pai, com um leve sorriso, observando-nos. — Vejo que encontraram o amor… isso é raro entre pessoas da nossa classe social.

Não demorou muito para a mãe de Ariel chegar. Ela veio junto com Ana. Assim que entram, as duas abraçam Ariel — é a primeira vez que vejo isso acontecer.

— Estou tão preocupada. — diz a mãe dele, aflita.

— Eu já providenciei seguranças para eles. — diz meu pai.

— Vocês nunca deveriam ter cruzado o caminho desse assassino. — diz Ana, séria, enquanto se senta. — Agora vocês são alvo. Espero que o prendam logo.

— Deveriam chamar a polícia. — diz Ariana, chegando logo em seguida. — Está cheio de jornalistas lá na frente.

Ela ainda está com o uniforme de médica. Mas algo chama minha atenção: seu braço está enfaixado. O mesmo braço onde Ariel mordeu o assassino.

— O que houve com seu braço, filha? — pergunta a mãe, preocupada.

— Tive um probleminha no hospital. — responde Ariana, aproximando-se de Ariel. — Agora entendo o mau pressentimento que senti ontem no hospital. — acrescenta, abraçando-o.

Olho fixamente para o braço dela.

— Então você machucou o braço? — pergunto, desconfiado.

— Sim. — responde Ariana, sentando-se.

— Precisamos descobrir se a Ariana é a reencarnação de Hyeon-um. — diz Do-hyun, sério. — A esfera com a poção vai confirmar.

Carlos chegou, mas eu não vou para a empresa hoje. Vou trabalhar de casa. Não vou deixar o Ariel sozinho.

Do-hyun está surtando na minha cabeça agora.

Fecho os olhos e me concentro… logo o vejo no meu subconsciente.

— Você tem que pegar o Ariel e ir para bem longe com ele. — diz Do-hyun, desesperado. — A história está se repetindo.

— Como assim, se repetindo? — pergunto, confuso.

— O Ariel está tomando as mesmas atitudes que o Min-jae. — diz Do-hyun, me encarando seriamente. — O Min-jae tinha Hyeon-um como irmão… e confiava cegamente nele. Não acreditava que ele era o assassino.

Sinto um arrepio percorrer meu corpo.

— E no final… o que aconteceu? Nós dois… empalados em uma árvore. — diz ele, com frieza.

Abro os olhos de repente.

Estou de volta à mesa, com todos ali.

Meu olhar vai direto para Ariana.

Eu não vou deixar a história se repetir. Não vou permitir que eu e o Ariel tenhamos o mesmo destino que Do-hyun e Min-jae.

— Ariel, vem comigo. Quero te falar uma coisa. — digo, levantando-me e segurando sua mão. — Com licença a todos. — acrescento, antes de puxá-lo até o escritório.

— O que houve? — pergunta Ariel, enquanto me observa fechar a porta.

— Onde está a esfera com a poção? — pergunto, ansioso.

— Eu perdi. — diz Ariel, desviando o olhar. — Não sei onde ela está.

— Do jeito que você está agindo… provavelmente já usou a esfera. — digo com cautela. — Você já sabe que a Ariana é a reencarnação do Hyeon-um.

— A minha irmã não é o Devorador de Íris! — diz Ariel, chorando. — Ela pode até ser a reencarnação do Hyeon-um… mas não é ele.

— Não chora, meu amor. — digo, abraçando-o.

Quinta-feira, 25/01/2024

Meu pai contratou dez seguranças armados: cinco para mim e cinco para o Ariel. Agora me sinto mais seguro ao sair de casa, pois sei que há cinco homens armados protegendo o meu amor.

Neste momento, estou no escritório, e os seguranças estão do lado de fora.

— Victor, atenção. — diz Do-hyun, sério. — Estou sentindo magia aqui dentro.

— Como assim “aqui dentro”? — digo, assustado, levantando-me bruscamente da cadeira. — De onde está vindo essa magia?

— Então você pode sentir magia?

Ouço a voz de Ariel atrás de mim.

Viro-me rapidamente e o vejo parado ali.

— Ariel? — digo, confuso e tenso. — Mas como…?

— Esse não é o Ariel. — diz Do-hyun, alarmado. — Essa pessoa está fedendo a magia.

— Quem é você? — digo, firme, tentando controlar o medo. — Você não é o meu marido.

— Você e o Ariel estão tão felizes… — diz o falso Ariel, friamente. — Como se atrevem a ser felizes?

Ele me encara com um olhar carregado de ódio… um ódio tão profundo que faz meu corpo inteiro gelar.

— Victor, corre agora! — grita Do-hyun, desesperado.

Mas eu não consigo me mover.

Estou paralisado.

— Quem… é você? — repito, com a voz trêmula diante daquele olhar assustador.

— Você é a felicidade do Ariel. — diz ele, com frieza.

Por um segundo… não entendo.

Até que sinto meu abdômen esquentar.

Meus olhos se arregalam.

Olho para baixo… e vejo.

Uma faca cravada em mim.

— Eu vim tirar a felicidade dele… — continua ele, com a voz cheia de crueldade. — E deixá-lo como deveria estar.

Ele se aproxima ainda mais.

— Infeliz.

Ele puxa a faca.

— AAAAAGH! — meu grito rasga o ar.

A dor é insuportável.

Meu corpo perde força, e o sangue começa a escorrer, caindo no chão do escritório.

Ele avança de novo, tentando me atacar mais uma vez.

Com o pouco de força que me resta, agarro seu punho, impedindo o golpe.

— Carlos! — grito, desesperado.

— Cala a boca! — diz ele, me empurrando com violência.

Meu corpo é lançado para trás.

Bato contra a cadeira, que se arrasta com o impacto, e minha cabeça colide com o canto da mesa. E então… eu caio no chão.

— Victor, por favor, levanta! — implora Do-hyun, em desespero.

Tento…

Mas meu corpo não responde.

Sinto o sangue escorrendo cada vez mais, espalhando-se sob mim.

O falso Ariel se aproxima lentamente.

Ele me observa… com um sorriso frio.

Não pode ser… Essa… não pode ser a última coisa que vou ver…

Minhas pálpebras ficam pesadas.

E então — Tudo fica escuro.

#romanceviral

Thoughts

  • MateusVilela

    Mano, o assassino vira o próprio Ariel pra esfaquear o Victor, então trocar de cara é com ele. Colar arrancado na grade e braço enfaixado no dia seguinte ficou fácil demais. Pra mim alguém tá vestindo a Ariana também.

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  • mariinha

    Vixe, parei no colar da Ariana e minha avo ja cravou que e ela, por causa do braço enfaixado no cafe do outro dia

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