Fiquei com essa ideia da maré levando o que nunca foi realmente seu. Tem algo de alívio nessa forma de pensar.
Maré Alta 🌊
Pensamento
Fiquei com essa ideia da maré levando o que nunca foi realmente seu. Tem algo de alívio nessa forma de pensar.
Conteúdo da publicação
Há dias em que a maré alta parece chegar sem aviso. Primeiro, molha os pés. Depois, cobre os caminhos, invade os lugares onde a gente jurava estar seguro e, quando percebemos, já estamos tentando nadar em palavras que nunca deveriam ter sido ditas.
Ele dizia que era diferente. Dizia que não havia ninguém além dela, que aquelas conversas não significavam nada, que certas histórias eram apenas invenções de quem queria vê-los separados. E ela acreditava. Afinal, algumas mentiras chegam mansas, como ondas pequenas, quase bonitas. O problema é quando a maré sobe e leva consigo todas as verdades que estavam escondidas na areia.
Ele prometeu tantas coisas que, por um tempo, ela confundiu promessa com verdade. Mas promessa também pode ser água: parece firme enquanto está nas mãos, mas escorre pelos dedos quando tentamos segurá-la.
E talvez o mais doloroso nem tenha sido descobrir as mentiras dele. Foi perceber que algumas amizades também eram feitas de maré. Estavam por perto quando o mar estava calmo, quando havia risadas, segredos e fotos para guardar. Mas bastou a água subir para revelar quem realmente sabia nadar ao lado dela — e quem apenas esperava uma onda para empurrá-la para longe.
Existem amizades que parecem portos seguros, mas são apenas praias bonitas vistas de longe. Quando a maré sobe, algumas pessoas não estendem a mão; preferem assistir ao naufrágio e depois perguntar por que você não pediu ajuda.
No fim, ela entendeu que nem toda maré alta é tragédia. Às vezes, é revelação.
Porque quando a água sobe, ela também mostra o que estava escondido.
As mentiras dele vieram à tona. A falsidade das amizades também.
E ela, que achava que estava perdendo pessoas, percebeu que estava apenas deixando o mar levar aquilo que nunca foi verdadeiramente seu.
Talvez seja essa a lição da maré: nem tudo que vem com as ondas merece ficar quando o mar recua.
Thoughts
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PermalinkAquilo de confundir promessa com verdade é duro demais. Mas a parte sobre as amigas que somem quando a coisa fica feia, isso dói mais ainda. A gente descobre quem realmente está ali quando a maré sobe mesmo.
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PermalinkFiquei com essa ideia da maré levando o que nunca foi realmente seu. Tem algo de alívio nessa forma de pensar.
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PermalinkPassei por algo parecido. Quando a gente descobre que aquela pessoa não era quem a gente pensava, é tipo a maré subindo mesmo. Toda a segurança que você tinha desaparece de uma hora pra outra.
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PermalinkAquela parte das amigas sumindo me acertou. Ouço gente falando disso todos os dias no balcão, sempre quando a coisa aperta.
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